Digestivo nº 315 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
69465 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Com Patricya Travassos e Eduardo Moscovis, “DUETOS, A Comédia de Peter Quilter” volta ao RJ
>>> Op-Art – Ilusão e Inclusão na Galeria Espaço Arte MM
>>> Grupo Nós do Morro abre Oficina de Artes Cênicas com apresentação da Cia. TUCAARTE
>>> Livia Nestrovski & Fred Ferreira
>>> Oficina gratuita em Campinas traz novo olhar sobre o Maestro Carlos Gomes
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A vida, a morte e a burocracia
>>> O nome da Roza
>>> Dinamite Pura, vinil de Bernardo Pellegrini
>>> Do lumpemproletariado ao jet set almofadinha...
>>> A Espada da Justiça, de Kleiton Ferreira
>>> Left Lovers, de Pedro Castilho: poesia-melancolia
>>> Por que não perguntei antes ao CatPt?
>>> Marcelo Mirisola e o açougue virtual do Tinder
>>> A pulsão Oblómov
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
Colunistas
Últimos Posts
>>> Filha de Elon Musk vem a público (2025)
>>> Pedro Doria sobre a pena da cabelereira
>>> William Waack sobre o recuo do STF
>>> O concerto para dois pianos de Poulenc
>>> Professor HOC sobre o cessar-fogo (2025)
>>> Suicide Blonde (1997)
>>> Love In An Elevator (1997)
>>> Ratamahatta (1996)
>>> Santo Agostinho para o hoje
>>> Uma história da Empiricus (2025)
Últimos Posts
>>> O Drama
>>> Encontro em Ipanema (e outras histórias)
>>> Jurado número 2, quando a incerteza é a lei
>>> Nosferatu, a sombra que não esconde mais
>>> Teatro: Jacó Timbau no Redemunho da Terra
>>> Teatro: O Pequeno Senhor do Tempo, em Campinas
>>> PoloAC lança campanha da Visibilidade Trans
>>> O Poeta do Cordel: comédia chega a Campinas
>>> Estágios da Solidão estreia em Campinas
>>> Transforme histórias em experiências lucrativas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> A vida do livreiro A.J. Fikry, de Gabrielle Zevin
>>> O retalho, de Philippe Lançon
>>> Claro como as trevas
>>> Jornalismo político ontem e hoje
>>> A pintura admirável de Glória Nogueira
>>> Vídeos sobre a Guerra no Rio
>>> Carona na Rede
>>> O Cabotino reloaded
Mais Recentes
>>> Sabbath Bloody Sabbath de Joel Mclver pela Madras (2012)
>>> A Menina Que Roubava Livros de Markus Zusak pela Editora Intrinseca (2007)
>>> Desenvolvimento Psicológico E Educação de Cesar Coll pela Artmed (2004)
>>> Ardente / Em Chamas de Sylvia Day pela Paralela (2015)
>>> Um Porto Seguro de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2012)
>>> Formação De Educadores o papel do educador e sua formação de Sheila Zambello de Pinho pela Unesp (2009)
>>> Piadas Nerds: O Melhor Aluno Da Classe Tambem Sabe de Ivan Baroni pela Verus (2011)
>>> Ponte para Terabítia (2º Edição - 1º Impressão) de Ana Maria Machado; Katherine Paterson pela Salamandra (2011)
>>> Noites De Tormenta de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2008)
>>> The Walking Dead: Ascensao Do Governador de Robert Kirkman pela Record (2012)
>>> O Diário Mais Legal Do Mundo de Thomas Nelson pela Vida Melhor (2015)
>>> 02 Neurônio: Almanaque Para Garotas Calientes de Jô Hallack / Nina Lemos / Raq Affonso pela Conrad (1999)
>>> O Homem Mais Inteligente Da História de Augusto Cury pela Sextante (2016)
>>> Reinacoes De Narizinho de Monteiro Lobato pela Biblioteca Azul (2014)
>>> Fuga Do Campo 14 de Blaine Harden pela Intrinseca (2012)
>>> A Gruta Das Orquídeas de Vera Lúcia Marinzeck De Carvalho pela Petit (2007)
>>> Faça Como Steve Jobs: E realize apresentações incríveis em qualquer situação de Carmine Gallo pela Lua De Papel (2010)
>>> Inteligência Em Concursos de Pierluigi Piazzi pela Aleph (2015)
>>> A Sabedoria Nossa De Cada Dia (os Segredos Do Pai- Nosso 2) de Augusto Cury pela Sextante (2007)
>>> Histórias de Arrepiar os Cabelos de Alfred Hitchcock pela Record (1971)
>>> Aprendendo Inteligência de Pierluigi Piazzi pela Aleph (2008)
>>> A Usina Da Injustiça de Ricardo Tiezzi pela Geração (2005)
>>> Histórias Para Ler no Cemitério de Alfred Hitchcock pela Record (1973)
>>> ¿qué Es Filosofía? (spanish Edition) de José Ortega Y Gasset pela Alianza Editorial (2005)
>>> Diario Dos Garotos Espertos - Um guia de sobrevivência de Martin Oliver pela Leya (2011)
DIGESTIVOS

Sexta-feira, 9/2/2007
Digestivo nº 315
Julio Daio Borges
+ de 4300 Acessos
+ 2 Comentário(s)




Literatura >>> Rumor de Facas
Num tempo em que é tão debatida a função do editor, com toda a “virtualização” e a possibilidade de autopublicação, poucas coisas são mais oportunas que um curso – ou, uma conversa – com o lendário Pedro Paulo de Sena Madureira, na Casa do Saber. Depois de uma palestra aberta, em 2006, que extrapolou o horário da Casa em quase duas horas, arrastando a platéia até quase a meia-noite, Pedro Paulo concordou resignadamente em estruturar um mês de bate-papos sobre suas quatro décadas como editor de livros. Desde seu primeiro trabalho como editor da Nova Fronteira, contratado pelo “Doutor Carlos” (Lacerda) em pessoa, até suas últimas investidas na editora Girafa e mesmo sua participação nos polêmicos eventos da Brasil Connects, Pedro Paulo passa pela descoberta de Lya Luft (hoje, best-seller), pela antecipação de Umberto Eco como romancista (antes aqui do que na Itália), pela consagração de Danusa em matéria de etiqueta (uma Glorinha Kalil avant la lettre) – entre outros sucessos. Sem contar sua vivência, literária em muitos sentidos, sempre cercado por escritores (alguns dos maiores do Brasil de sua época), em meio a uma ascendência francesa (e baiana), o que lhe conferiu uma memória proustiana e um verdadeiro dom para a conversação. Pedro Paulo de Sena Madureira, com sua bengala e sua gravata borboleta, parece saído de uma máquina do tempo (no bom sentido), alheio ainda à velocidade da vida moderna, à padronização do gosto e, corajosamente, a um mundo onde a literatura continua como última prioridade. A Casa do Saber, mais uma vez, oferece contato com uma lenda viva na sua área de atuação – justo num momento em que o livro, coincidente, experimenta novos formatos (eletrônicos), e sofre leituras diversas (diagonais, fragmentárias, hipertextuais). A ponte entre Gutenberg e a internet, no Brasil, passa por Pedro Paulo de Sena Madureira. [Comente esta Nota]
>>> Casa do Saber
 

Catarina Falcão


Música >>> Doce presença
Uma das constatações predominantes nas homenagens aos 80 anos do nascimento de Tom Jobim tem sido, justamente, a falta de novidades desde 1994, ano de sua morte. Jobim definiu uma espécie de cânone da música popular brasileira, desde a bossa nova, que, como os standards de jazz, às vezes funciona à maneira de uma camisa de força, paralisando a inventividade, a interpretação, e provocando apenas a repetição monotônica, de seu legado, como um mantra. Tanto é verdade que a primeira maior “novidade” em termos de interpretação do autor de “Tereza da Praia” acontece por obra e graça de João Gilberto (na contramão dos cantores de fossa); e a segunda mais marcante, em 1974, no álbum Elis & Tom (com a ajuda do próprio compositor). De lá pra cá – e de 1994 pra cá, ainda mais intensamente –, perpetua-se um karaoke de versões, iguais à primeira (João) ou à segunda (Elis), que nada ou pouco acrescentam ao cancioneiro jobiniano. Rosa Passos, para o nosso alívio, parece sinalizar com uma terceira vertente, esperamos, igualmente inovadora. Passos – que, apesar de baiana, circula alto, entre Ron Carter e Yo-Yo Ma – quer dedicar este seu ano ao Brasil e deu uma mostra do que isso significa, no final de janeiro, em São Paulo, no novo Teatro Fecap. Com um repertório entre os 25 anos da morte de Elis (19/1) e os 80 do Tom (25/1), Rosa Passos virou do avesso peças do “maestro e soberano” de Chico Buarque de Holanda. Descolando a melodia do ritmo, mais ainda que João Gilberto em “Águas de Março”, Passos tornou quase irreconhecíveis (por isso, não agradou todo mundo) “Só danço samba”, “Fotografia” e a própria “Águas de Março”, ao violão. Desfez também, de outros compositores, “Samurai” (Djavan), “Desenho de giz” (João Bosco e Abel Silva) e “Só Deus é quem sabe” (Guilherme Arantes). Rosa Passos é efetivamente estrela internacional, de repente tão desconhecida quanto longe de seus patrícios; mas, por causa da mesma distância (e do alcance que ela proporciona) talvez seja a única que possa, atualmente, recriar o Antônio Brasileiro. João Gilberto, via Embratel, e Elis Regina, via Maria Rita, aprovam. [1 Comentário(s)]
>>> Rosa Passos
 



Artes >>> No Largo do Paço
Das homenagens prestadas aos 100 anos do vôo do 14-bis, uma das melhores, e mais criativas, foi a de Spacca, também endereçada a Santos Dumont, no álbum Santô, lançamento da Cia. das Letras em 2005. Parece que na esteira do sucesso dessa realização, fruto de anos de pesquisa histórica do próprio Spacca – embora seja uma “simples” HQ –, a editora lançou, em 2006, Debret em Viagem Histórica e Quadrinesca ao Brasil. Debret, como todo mundo sabe (ou deveria saber), produziu uma das mais ricas iconografias sobre o Brasil do século XIX. Primo e discípulo de Jean-Louis David, o célebre pintor neoclássico, Debret se viu desamparado, com a queda de Napoleão III, e a mudança de ventos políticos na França, quando recebeu um convite para fundar uma Escola de Belas Artes no Rio. Mudou o rumo das artes brasileiras e mudou, inclusive, a maneira como o próprio Brasil era visto no Europa (e se via a si próprio). (Para quem tiver ainda dúvida, a editora Capivara registra isso muito bem num catálogo portentoso...) Spacca, em seu Debret atual, conta um pouco dessa saga, de 15 anos no Brasil, mesmo que de forma mais breve, e menos profunda, se compararmos com o seu quase perfil de Santos Dumont. Ainda que tenha produzido incansavelmente, como um Balzac dos pincéis, Debret não teve seu caminho facilitado no Rio e, como parte da chamada missão francesa, teve muitos dos seus desejos frustrados ou postergados, como a Escola de Belas Artes (que permanece até hoje mas que demorou a se concretizar). O álbum de Spacca, de certa forma, evoca uma seção de seu próprio site em que ele, como cartunista, homenageava mestres do traço. Para a geração conectada da virada do século, que mal conhece a representação de seu País em pintura, Spacca e a Cia. das Letras estariam prestando um enorme serviço se seguissem por essa trilha agora aberta. [Comente esta Nota]
>>> Debret em Viagem Histórica e Quadrinesca ao Brasil
 

 
Julio Daio Borges
Editor
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
7/2/2007
17h20min
As homenagens neste ano vão também para o 100 anos de Oscar Niemaier, os 100 anos de Caio Prado Jr., os 90 anos de Revolução Russa e os 85 anos do Partido Comunista brasileiro. Pena que a imprensa vai calar...
[Leia outros Comentários de Manoel Messias Perei]
8/2/2007
11h30min
"Pena que a imprensa vai calar..." Vai calar porque essas coisas estão relativamente mudas. E a imprensa gosta de diálogos, mesmo com quem não está mais presente.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




À Margem da História
Euclides da Cunha
Unesp
(2019)



La Traducción
Pablo De Santis
Planeta
(2010)



Paulo Freire: Vida e obra
Ana Inês Souza
Expressão
(2001)



East of West - a Batalha do Apocalipse: Volume 3
Jonathan Hickman; Nick Dragotta
Devir
(2021)



Nostradamus e o Inquietante Futuro
Ettore Cheynet
Circulo do Livro
(1976)



Jesus de Nazaré
Normann J. Bull
Ep
(1986)



Dicionário Latino-português
F. R. dos Santos Saraiva
Garnier
(2006)



As Quatro Rodas da Fortuna - Ensaio Sobre o Automóvel
Alfred Sauvy
Moraes
(1968)



Perceber - Raiz do Conhecimento Livro 3
Elcie F. Salzano Masini
Crv
(2019)



Sonho De Uma Noite De Verão
William Shakespeare
Nemo - Autentica
(2020)





busca | avançada
69465 visitas/dia
2,4 milhões/mês