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Quarta-feira, 29/6/2011
The Shallows, by Nicholas Carr
Julio Daio Borges
+ de 9800 Acessos
+ 5 Comentário(s)




Digestivo nº 480 >>> The Shallows poderia ser livremente traduzido por: "Os Rasos" ou "Os Superficiais". E seu subtítulo é quase um vaticínio: "What the Internet is doing to our brains". Juntando as peças, ficaria assim: "Os Superficiais ou O Que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros". É o novo livro de Nicholas Carr ― ex-colaborador do New York Times, da Wired e da Atlantic ―, e tem um título efetivamente poderoso. Carr é um pensador da tecnologia ― se é que podemos chamá-lo assim ―, e, de repente, ficou preocupado com sua falta de concentração, sua crescente incapacidade de penetrar num livro, sua "cultura geral" ameaçada pelo famoso "mar de informação". Carr viveu num mundo antes da internet, antes da "computação pessoal", e, atualmente, não sabe se a civilização ocidental corre o risco de se perder em meio aos brumosos artefatos tecnológicos. A partir desse insight escreveu The Shallows, para entender o que está acontecendo e, mais do que isso, alertar sobre uma possível hecatombe civilizacional. Carr, resumidamente, teme que a "mente letrada" ― que gerou a Renascença, a Reforma, o Iluminismo e até o Modernismo ― esteja se desvanecendo no meio da fumaça de bits e bytes. Carr, por exemplo, não acha que computadores sejam apenas "ferramentas". Pesquisando alterações no cérebro adulto ― ou o que se chama, em inglês, de neuroplasticity ―, chegou à conclusão de que a mudança trazida pelos computadores, e pela internet, não é só aparente: é profunda, permanente e, quiçá, irreversível. Carr se assusta que, hoje, mesmo as nossas experiências do mundo real sejam mediadas por computadores. Sua preocupação pode ser consolidada numa frase: "A humanidade, que estamos sacrificando, pode ser mais valiosa do que toda a tecnologia que estamos implementando". Segundo Tyler Cowen, economista citado no livro, "estamos favorecendo o mais curto, o mais doce e o mais amargo". E, segundo Carr, novamente, "como toda ideia fica em aberto" (não conseguimos finalizar nada), "estamos abandonado o rigor do pensamento e [consequentemente] abdicando do [nosso] aperfeiçoamento". Em sua modesta opinião, estamos forjando algo como uma "mente pós-literária", que resultará em "pensadores" para quem a "tela" será, intelectualmente, mais importante do que a "página". Carr critica, enfim, nossa sociedade "maquinal", obcecada pela eficiência ― cuja bíblica, justamente, é o taylorismo, fruto da revolução industrial, para quem: "o cálculo é superior ao julgamento humano"; "o julgamento humano, portanto, não é confiável"; "a subjetividade é um obstáculo ao pensamento"; e "o que não pode ser medido, não tem valor ou sequer existe". Finalmente, para Carr, estamos perto de confirmar Heidegger, que temia uma era onde o "cálculo" seria a única forma "aceita" de "pensamento"...
>>> The Shallows
 
Julio Daio Borges
Editor
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01. A cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney (Além do Mais)
02. Bamberger Symphoniker, com Jonathan Nott (Música)


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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
14/7/2011
10h28min
Fiquei agora um tanto preocupada com os efeitos da Internet no meu cérebro. Li o texto, concordei com ele, e em seguida cliquei "curtir". Terei salvação?
[Leia outros Comentários de Barbara Pollacsek]
20/7/2011
15h53min
A arma e a munição de Carr estão certas,mas o tiro saiu em direção ao alvo errado. Não cabe à Internet, ou ao Google, zelar pela (não) superficialidade das nossas mentes. Isso é função das escolas, da educação e seus conteúdos (anacrônicos). Aprenda a pensar, refletir, raciocinar, relacionar e co-relacionar, etc., etc., e você não será atingido mortalmente pelo que ficar exposto após um "mero clique" ou toque.
[Leia outros Comentários de Celso Filho]
18/8/2011
10h06min
O problema de uma opinião assim são seus precedentes, tão apocalípticos quanto. Pelo que parece, na época dos gregos se dizia que a palavra escrita prejudicava o pensamento; depois de Gutenberg, que a palavra impressa tinha menos valor que a anterior, escrita, e que a imensidão de livros surgidos geraria confusão para sempre. Foi criado um personagem que afirmava que, a partir daí, só deveríamos ler catálogos. Quer dizer, é o mesmo anúncio do fim do mundo de sempre.
[Leia outros Comentários de Duanne Ribeiro]
18/8/2011
11h47min
Entendo a argumentação de Carr e seu tom apocalíptico, numa sociedade onde as informações chegam e são esquecidas com uma velocidade incrível poucos pararariam pra ler uma informação que não tivesse um teor de fim do mundo. O tom apocalíptico serve pra chamar a atenção das pessoas num mundo onde as pessoas estão perdendo a concentração e interesse. Porém é bom entender que não só de escolas se baseia a salvação do mundo, seres humanos são moldados desde que nascem e o exemplo em casa ainda é muito importante. O Google é uma empresa porém tem sim responsabilidade pelo conteúdo que oferece aos usuários. Num mundo onde as leis não cooperam com a melhora da educação, tudo que se lê, se ouve e se comenta pode ser utilizado para ajudar as pessoas em seu crescimento intelectual. O que Carr mostra é simplesmente algo muito simples de se verificar no twitter ou mesmo nas escolas, nossas crianças sabem ler mas estão perdendo a capacidade de raciocinar e argumentar sobre o que foi lido.
[Leia outros Comentários de Samantha]
18/8/2011
14h05min
Acho que o ser humano está constantemente se re-inventando, desde as cavernas, desde o evento (explosao, era glacial ou quente) que provocou o nascimento da linguagem. Não dá pra saber que neuronios, que sinapses surgirao ou desaparecerao de nossa mente plástica. É uma extraordinária aventura, imprevisivel de mtas formas, que essa nossa espécie bárbara vai vivendo. Gostaria de viver mais cem anos pra ver isso.
[Leia outros Comentários de Marilia Mota]
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