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Sexta-feira, 1/6/2007
Digestivo nº 331
Julio Daio Borges
+ de 3600 Acessos




Literatura >>> Como se nunca mais fosse tocar de novo
Kind of Blue talvez esteja na discoteca básica de jazz de todo mundo, mas quase ninguém hoje sabe explicar sua importância. Uma grande chance para os incautos que passam a informação mas não conhecem a história por trás dela é o livro Kind of Blue – A história da obra-prima de Miles Davis, escrito por Ashley Kahn e lançado, no Brasil, pela editora Barracuda. Kahn pega o leitor pela mão e o conduz desde o encontro de Davis com Charlie Parker, passando pelo hard bop, estourando no cool jazz (de Birth of the Cool), até a consagração do jazz modal de Kind of Blue (e sua repercussão). Além da reconstituição dessa trajetória musical, no meio do século passado, um ponto forte da obra é reconstituir, uma a uma, as sessões de gravação de Kind of Blue, desde as falas dos técnicos até os relançamentos (com extras), mais de quarenta anos depois, passando pelo texto seminal de Bill Evans (na contracapa), pelas declarações autobiográficas de Miles (nos seus últimos anos) e por aspectos de estúdio aparentemente obsoletos mas fundamentais na sonoridade do álbum. A principal constatação, para quem atravessa essa saga, é que o jazz não tem como ser o que foi naquele então. O jazz nos anos 50 era a música popular, assim como a bossa nova, no Brasil, nunca mais será a mesma que foi final dos 50, início dos 60, em matéria de hegemonia. Mal comparando com os artistas de hoje, que lançam o mesmo disco de estúdio a cada dois anos, parece improvável que gente como Davis, Coltrane, Evans e Cannonball andasse sobre a Terra, reinventando a própria linguagem a cada performance. Observando o panorama atual, do pop, salvo raríssimas exceções, ficamos congelados nas invenções dos Beatles – e o jazz do presente terminou preso a uma exumação perpétua de monstros como os que criaram Kind of Blue. Nas entrelinhas da exaustiva pesquisa de Ashley Kahn, podemos ler que o tempo da grande música popular, dessa grande música pelo menos, já passou. Ainda bem que alguém gravou. [1 Comentário(s)]
>>> Kind of Blue – A história da obra-prima de Miles Davis
 



Além do Mais >>> Orra, meu
Rita Lee sempre esteve no meio do caminho entre o rock e a música brasileira, então não é estranho que agora ela pule de uma major do disco para a gravadora Biscoito Fino. Seu primeiro lançamento na nova casa é a caixa de DVDs Biograffiti, no embalo de boxes como o de Tom Jobim (da mesma BF) e Elis Regina. Alternando-se entre depoimentos e performances – a aparente receita do atual sucesso em DVD –, Biograffiti tem seus melhores momentos em imagens de arquivo, como no caso de Elis e Tom, às vezes em algumas declarações de Rita, de repente em um ou outro show recente e em inéditas razoáveis como “Tão” (dedicada a Rosinha Garotinho?). Do arquivo, constam: “Panis et Circenses”, com os Mutantes na TV Cultura (já disponível no YouTube, bem como outros vídeos da mesma apresentação); o dueto com João Gilberto, na TV Globo, num momento de docilidade em que o próprio João provavelmente não se reconhece mais; e o dueto com Elis, que a havia apoiado na época da prisão – Rita conta –, mas que entra na canção mais pela farra. Das declarações: entre piadas da compositora, amores como Roberto de Carvalho e boas sacadas sobre a condição da mulher, sobressai a história de expulsão dos Mutantes (que talvez justifique sua resistência em reunir-se com eles hoje), a declaração torta de Tom Zé nos extras (que começa, logicamente, xingando) e, por incrível que pareça, o testemunho grisalho e manso de Caetano Veloso (associando a homenageada à sofisticação maior do rock inglês). Preenchendo essas cenas que caberiam todas num único DVD – quando, na caixa, são três – canções de turnês de Rita Lee no fim do século XX, início do XXI, na era “Beto Lee” da banda. Como no caso de Elis e de Tom, mais uma vez, o arranjo de Biograffiti não tem a profundidade (nem o fio condutor) de um documentário sobre a artista, mas promete horas interessantes para os fãs. Numa época de fartura midiática, em que a edição passou para as mãos do consumidor, até a indústria fonográfica aderiu à moda de despejar cada vez mais material bruto, e fartas sobras de estúdio, nas mãos de melômanos. [Comente esta Nota]
>>> Biograffiti
 



Música >>> Espiral
Provavelmente a música brasileira instrumental mais interessante do momento está sendo composta, lançada e tocada por Léa Freire e seus parceiros, através da gravadora Maritaca. Em meados de maio, tivemos mais uma prova disso, com Naná Vasconcelos na platéia e Paulo Bellinati no palco, no lançamento de Cartas Brasileiras no Auditório Ibirapuera. Com o despojamento da velha roqueira que um dia foi, Léa comandou o espetáculo, organizando a entrada e saída dos músicos, dividindo a direção com o maestro Gil Jardim, pois aquelas três noites, especialíssimas, iriam parar num DVD ao vivo que, neste momento, deve estar no forno... O repertório, como o CD homônimo, era inédito, mas tão bem amarrado, concebido e realizado, comunicando-se com seu tempo, que soava, aos ouvidos do público, de uma familiaridade estonteante. Léa é, em resumo, a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. Cartas Brasileiras, o disco, tem direção musical de Teco Cardoso, e é incrível como pioneiros à sua maneira, aliás como o próprio Benjamin Taubkin, seu Núcleo Contemporâneo, e a Orquestra Popular de Câmara (OPC), estão encontrando eco, neste novo teatro, como se, de repente, sua música fizesse mais sentido e fosse finalmente assimilada. Cartas Brasileiras, o show, teria Mônica Salmaso, que, na ocasião, estava grávidíssima – e que é a ponta de lança, mais mainstream, desse grupo de músicos que vinha experimentando há anos e que está atualmente se consagrando. Cartas Brasileiras, o disco (de novo), como os registros em estúdio da OPC, não tem aqueles vazios que músicos populares às vezes deixam, quando transpõem suas peças para o universo da orquestração. Fica nítido que, faixa a faixa, foi escrito na pauta, pois é consistente no uso da orquestra, dos solistas e do espaço que reserva ao maestro. Léa Freire é uma das locomotivas por trás desse movimento. Que inspire jovens músicos, hoje cheios de interrogações. [Comente esta Nota]
>>> Cartas Brasileiras
 

 
Julio Daio Borges
Editor
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