Digestivo nº 359 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
65166 visitas/dia
2,5 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Mentor de Líderes Lança Manual para Vencer a Ansiedade
>>> Festival Planeta Urbano abre inscrições para concurso de bandas
>>> Ribeirão Preto recebe a 2ª edição do Festival Planeta Urbano
>>> Cia Truks comemora 35 anos com Serei Sereia?, peça inédita sobre inclusão e acessibilidade
>>> Lançamento do livro Escorreguei, mas não cai! Aprendi, traz 31 cases de comunicação intergeracional
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A vida, a morte e a burocracia
>>> O nome da Roza
>>> Dinamite Pura, vinil de Bernardo Pellegrini
>>> Do lumpemproletariado ao jet set almofadinha...
>>> A Espada da Justiça, de Kleiton Ferreira
>>> Left Lovers, de Pedro Castilho: poesia-melancolia
>>> Por que não perguntei antes ao CatPt?
>>> Marcelo Mirisola e o açougue virtual do Tinder
>>> A pulsão Oblómov
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
Colunistas
Últimos Posts
>>> Martin Escobari no Market Makers (2025)
>>> Val (2021)
>>> O MCP da Anthropic
>>> Lygia Maria sobre a liberdade de expressão (2025)
>>> Brasil atualmente é espécie de experimento social
>>> Filha de Elon Musk vem a público (2025)
>>> Pedro Doria sobre a pena da cabelereira
>>> William Waack sobre o recuo do STF
>>> O concerto para dois pianos de Poulenc
>>> Professor HOC sobre o cessar-fogo (2025)
Últimos Posts
>>> O Drama
>>> Encontro em Ipanema (e outras histórias)
>>> Jurado número 2, quando a incerteza é a lei
>>> Nosferatu, a sombra que não esconde mais
>>> Teatro: Jacó Timbau no Redemunho da Terra
>>> Teatro: O Pequeno Senhor do Tempo, em Campinas
>>> PoloAC lança campanha da Visibilidade Trans
>>> O Poeta do Cordel: comédia chega a Campinas
>>> Estágios da Solidão estreia em Campinas
>>> Transforme histórias em experiências lucrativas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Passado, presente e futuro das mídias sociais, por Erik Qualman
>>> Leitura-tartaruga
>>> A volta do cavalheirismo
>>> Interney sobre inteligência artificial (2023)
>>> Xilogravura na Graphias
>>> Presente de grego?
>>> Para que serve a poesia?
>>> Conversando com Truman Capote
>>> Homenagem a Paulo Francis
>>> Meu suplemento inesquecível
Mais Recentes
>>> Le Robert Maxi de Marie Hélène Drivaud pela Educa Books (2016)
>>> Livro Sentidos Da Paixão de Adauto Novaes pela Companhia De Bolso (2009)
>>> Livro A Água E Os Seres Vivos de Massao Hara pela Scipione (1997)
>>> Tribunal De Gênero: Mulheres E Homens Indígenas E Cativos Na Antiga Província Jesuítica Do Paraguai de Antonio Dari Ramos pela Oikos (2016)
>>> Livro Animal Farm de George Orwell pela Signet Classics (1946)
>>> Apresentações Convincentes - Venda Suas Ideias, Envolva a Plateia, Inspire Ação de Nancy Duarte pela Harvard Business (2018)
>>> Livro Tô Pedindo Trabalho de Terezinha Alvarenga pela Companhia Nacional (2004)
>>> Livro O Que É Semiótica de Lucia Santaella pela Brasiliense (1983)
>>> Livro Salada De Limeriques de Tatiana Belinky pela Noovha América (2007)
>>> Curso Moderno - Matemática Volume 4 - Ciclo Ginasial de Boscolo Castrucci pela Ftd (1970)
>>> 1.000 Perguntas Direito do Trabalho de Elza Ferreira Neves pela Editora Rio (1982)
>>> Livro The Lego Emmets Awesome Day de Anna Holmes pela Scholastic Inc. (2014)
>>> Livro O Que É Design de Wilton Azevedo pela Brasiliense (1998)
>>> Livro Um Herói Fanfarrão E Sua Mãe Bem Valente de Ana Maria Machado pela Atica (1994)
>>> Static Theory of Thin Walled Space Structures de V. G. Rekach pela Mir Publishers (1978)
>>> Livro O Meu Pé De Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos pela Melhoramentos (1968)
>>> A Fé Explicada de Leo J. Trese pela Quadrante (1978)
>>> Mahomet Et Charlemagne de Henri Pirenne pela Tallandier (2016)
>>> Livro O Que É A Pergunta? Coleção Tá Sabendo? de Mario Sergio Cordella pela Cortez (2008)
>>> Assim Diz o Senhor de Lourenço Gonzalez pela Do Autor (2025)
>>> Livro A Arte Da Guerra De Sun Tzu de Tao Hanzhang pela Gente (2011)
>>> Livro Wuthering Heights de Emily Bronte pela Signet (1959)
>>> Bacteriologia e Imunologia em suas aplicações à medicina e à higiene de Otto Bier pela Fename (1976)
>>> Aguarela para Principiantes de Francisco Asensio Cerver pela Konemann (2005)
>>> Livro Antologia De Histórias Inclui CD de Maria Clara Machado pela Ediouro
DIGESTIVOS

Sexta-feira, 21/3/2008
Digestivo nº 359
Julio Daio Borges
+ de 1800 Acessos




Cinema >>> O Passado, de Hector Babenco
Qual o peso do passado? Ele pode atormentar o presente e até impedir que haja futuro? Baseado no livro de Alan Pauls, Hector Babenco filmou uma obra-prima, O Passado (pra quê mais?), com Gael García Bernal e Analía Couceyro, agora em DVD. Rímini e Sofía resolvem se separar depois de doze anos de casamento e um amor adolescente "de vida inteira". Mas não conseguem. Separam-se fisicamente apenas. Rímini, mais convicto, se atira sobre os primeiros relacionamentos que aparecem. Sofía, mais relutante, insinua que quer voltar, arrepende-se do rompimento, monitora a vida do outro, depois chantageia, se revolta contra a realidade e, por fim, enlouquece. Rímini enlouquece também, mas na solidão, depois de envolver-se com uma ciumenta paranóica, uma intelectual com inclinações fortes para a maternidade e uma ninfomaníaca de academia, e, de novo, com "Sophy", a inescapável Sofía. De diálogos literários, numa Buenos Aires que nunca é feia (e numa São Paulo que sempre é), O Passado não tem um "final", quanto mais feliz, porque a própria vida não "acaba", e porque, como em psicanálise, o que importa é o "processo". Incômodo para o espectador contemporâneo, que notoriamente tem dificuldade em manter longos relacionamentos, o filme é perturbador também para casais estabilizados, porque mostra, no fundo, que uma relação, hoje, está constantemente ameaçada pela instabilidade geral (externa) e pela instabilidade de cada um (interna). Vamos todos enlouquecer como Rímini ou Sofía? Ou será que já não enlouquecemos todos? É o que se fica perguntando, depois de assistir às idas e vindas dos personagens — às vezes arquetípicos, às vezes concretíssimos — de Pauls e Babenco. Gael, que vive seu auge como ator desde Almodóvar, está naturalmente em um de seus melhores momentos; e Analía Couceyro é uma revelação (ao menos para o lado brasileiro da platéia). Babenco, longe das temáticas sociais, se consagra também como um diretor intimista, dos "pequenos" conflitos, nesse claro-escuro que mexe com as nossas poucas certezas e que, portanto, nos diz tanto. O Passado é o presente e talvez seja, ainda por muito tempo, também o futuro. [1 Comentário(s)]
>>> O Passado
 



Imprensa >>> Os Melhores Jornais do Mundo, de Matías M. Molina
O jornalismo está mudando: está indo para a internet? Está acabando? Não parece haver um consenso ainda, principalmente entre jornalistas, da nova e da velha mídia. Mas, e a história do jornalismo? Ela pode ser de algum uso para as gerações futuras? Neste momento de indecisão da indústria, um bom guia, para quem quer conhecer o império de papel (e às vezes de mídia e de internet), é Os Melhores Jornais do Mundo, alentado volume de Matías M. Molina, jornalista-fundador da Gazeta Mercantil, lançado pela coleção Livros de Valor, da Editora Globo. Molina parte da França (Le Monde, Le Figaro) e chega até o Japão, passando, é claro, pelos Estados Unidos (The New York Times, The Wall Street Journal), pela Espanha (El País), pelo Reino Unido (FT, The Guardian), pela Itália, pela Alemanha, pela Suíça e até pelo Canadá. O Brasil e a América Latina — para quem perguntou — serão objeto de outro livro já a caminho. Em mais de 600 páginas, Molina ainda aproveita para dar seus palpites sobre o futuro. Geralmente remetendo ao século XIX, as empresas jornalísticas parece que foram sempre mal administradas, quase que invariavelmente às voltas com problemas de impressão (gráficas — próprias ou terceirizadas), sindicatos (greves) e investimentos equivocados (novos cadernos fracassados, edições e periódicos não-planejados, velhas mídias pré-internet). São organizações centenárias em muitos casos, mas raramente produzindo lucros vultuosos, sobrevivendo no limite e, quase sempre também, subestimando o impacto da internet e superestimando as tiragens (declinantes) em papel. Molina, seguindo pelos fatos, não soa nada otimista, e encerra justamente com a missa fúnebre na Fleet Street, outrora a sede das principais empresas jornalísticas em Londres — o centro do mundo. Daqui a um século, ele diz, a igreja continuará na "Stleet", mas e os jornais, ainda vão existir? [Comente esta Nota]
>>> Os Melhores Jornais do Mundo
 



Música >>> Comunhão, de Mario Gil
Mario Gil não parece que começou nos anos 80 — do "rock" brasileiro —, mas que vem "de antes", dos anos 60 talvez; e seu Comunhão (terceiro CD desde 1993) soa como uma aproximação tardia com o universo de Theo de Barros (principalmente com o último disco deste), ex-parceiro de Geraldo Vandré. Por outro lado, Mario Gil "comunga" com a turma seriíssima do Núcleo Contemporâneo, pelas presenças, pra lá de marcantes, de Mônica Salmaso e Teco Cardoso. As faixas com Mônica já valem o álbum todo; e não só porque ela esteja se consagrando como intérprete canônica, já há alguns anos, mas porque se apresenta confortavelmente ao lado de Mario Gil, como se no seu próprio disco. Os anos de produção de Gil (não confundir com Gilberto Gil) fizeram de Comunhão uma bela coleção de canções, graças aos seus trabalhados arranjos, onde nada (nem ninguém) sobra, ou falta. Além da forma-canção ter se perdido em algum lugar do século XX — para as novas gerações —, o mal dos novos artistas é não ter mais "repertório" (cultura geral mesmo) e, portanto, não saber aproveitar quando têm uma boa melodia nas mãos. Mario Gil, ao contrário, além de melodista atento, sabe construir uma harmonia, e sua desova calma, na última década e meia, indica que grava como quem não tem pressa (quase um dom hoje). Talvez os parceiros, seletíssimos, nas composições só confirmem: Paulo César Pinheiro, Rodolfo Stroeter e até Renato Braz. E versos como estes, para quem tem tanto cuidado com sua música, simplesmente não vêm a calhar: "Vivo como um vaga-lume/ Me acendo em cada olhar". Na montanha de lançamentos inexpressivos, Comunhão, de Mario Gil, pela Trattore, se destaca, porque não pede para sair logo na primeira faixa, se instala e toca repetidamente, surpreendendo sempre. Que Mario Gil consiga reunir essa mesma trupe, também em turnê, embora a comunhão já esteja registrada, em definitivo. [Comente esta Nota]
>>> Comunhão
 

 
Julio Daio Borges
Editor
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Atendimento psicológico às dependências químicas
José Waldemar Thiesen Turna
Zagodoni
(2012)



Comunicação Social: a Imprensa: Iniciação ao Jornalismo
Nuno Crato
Presença
(1992)



Moderna Plus Geografia Suplemento de Revisão
Obra Coletiva
Moderna
(2015)



Analisis de Las Estructuras Territoriales
B. Secchi
Gustavo Gili
(1968)



Atlas of angiography
K. E. Loose and R. J. A. M. van Dongen
Publishing Group
(1976)



Lacta 100 anos
Lacta
Lacta
(2012)



Um conto enredado e outros problemas de almofada
Lewis Carroll
Rba
(2008)



Jogo Que Jogo
Marcelo Dolabela
Impressões de Minas
(2024)



Prática tributária - Volume 1
Eduardo de Moraes Sabbag
Premier máxima
(2008)



Viagens A Mundos Invisíveis
Anthony Peake
Pensamento
(2024)





busca | avançada
65166 visitas/dia
2,5 milhões/mês