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Quarta-feira, 21/11/2007
Blog
Redação
 
Poesia e inspiração

A poesia é, simultaneamente, fruto do trabalho e do talento, talvez mais daquele do que deste. E lembramos aqui as palavras de Goethe: a obra de arte é 99% de suor e 1% de gênio. Nenhum poeta jamais matou a inspiração, nem mesmo o antilírico e realista João Cabral de Melo Neto. Se a tivessem assassinado, quero dizer, a inspiração, a poesia estaria morta. Convém apenas esclarecer que a inspiração não é um transe mediúnico, mas um longo e complexo processo, a um tempo metal e emocional que me parece indispensável à criação artística. Mas não é só de inspiração que vive um poema. Ela é apenas, quando o é, um ponto de partida que pode (ou não) levar um poema até o fim.

Ivan Junqueira, o último que eu conheci na Fliporto, em entrevista, de novo...

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Postado por Julio Daio Borges
21/11/2007 à 00h03

 
Portunhol Selvagem Reloaded

Hoje quando amaneci eu ainda bomitava bocê. Durante toda la mañana continuei vomitando bocê y parecia que eu non ia parar de te vomitar nunca mais. Cuanto mais yo te bomitaba mais eu me sentia leve. Mesmo assim bocê continuaba entalada em mio estômagu. Continuei a te bomitar por la tarde. Y el dolor de cabeça non pasaba. El dolor de estômagu non pasaba. Era noche nuebamente. E yo te bomitava ainda. Vomitaba solamente água. Felizmente yo ainda era jobem. Non tenía quarenta anos todabía. Tenía tempo pra continuar te bomitando. Y continuei a te bomitar. Porque se eu non te vomitasse, se deixasse bocê apodrecer em mim, sei lá, morreria enbenenado. Por eso yo non tinha mais remédio além de continuar te bomitando. Amor bichado, amor estragado, amor com data de bencimento vencida, sei lá, mi dá un feroz dolor di barriga. Depois de tanto vomitar bocê, amore, comecei a cagar bocê. O sol non tinha ainda aparecido. Era uma feroz disenteria no escuro. Yo te cagaba copiosamente. Bocê salía con dificuldade. Non queria salir. Pero salía, apesar de toda la dificuldade. Era una cólica etrusca. Non ia terminar de te cagar tan cedo. A veces paraba de te cagar por algun tempo. Y empezaba a bomitar bocê nobamente. A bomitar tus cachos. A bomitar tus mechas bermelhas. Mais una noite sem bocê, amore, y mio cuerpo en transe. Depois vai aparecer u sol. Enton irei pru quintal. Dou bom dia pru sol. Y começo a mijar bocê, amore. Mijar bocê, confuso. Mijar bocê como un débil mental. Mijar bocê como un passarinho. Yo era bello como un menino de cuatro años mijando bocê, amore. Y era legal mijar bocê. Una sensação de prazer nascia en mis bolas y cruzava u canal da urina como una felicidade merecida. Nunca había mijado tan gustoso, amore. Fiquei mijando bocê por una hora mais ou menos. E te mijar foi bom. E depois de te mijar, longamente, fiquei mais leve, mais livre, mais feliz. Estava pronto para nascer di nuebo. Estaba pronto pra te encontrar mais bela. Estava pronto para beber novamente du teu mel y ficar envenenado. Estava pronto para me curar bebendo du teu beneno. Estava pronto para curar tua epilepsia com u beneno du meu miel, u beneno du meu esperma azul, u bebeno du meu carinho.

Douglas Diegues, que eu também descobri na Fliporto, em entrevista a Marcelino Freire.

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Postado por Julio Daio Borges
20/11/2007 à 00h52

 
Poeta e professor

Cada poeta é um mundo. Eu queria me dedicar profissionalmente à literatura. Estava fascinado com a história da literatura, com os grandes autores do programa, como dizem os franceses. Tentei fazer mestrado na USP e a burocracia então não me permitiu. Fui rejeitado como estudante nas duas universidades nas quais dei aulas, a UNAM, no México, e a USP aqui. Mas depois elas me contrataram como professor. Vá entender-se a burocracia ibérica. É impossível.

Creio ser um bom professor. Me esforço bastante e ganho bem mal. Também creio ser um bom poeta. Ça arrive.

Em resumo, creio que para escrever a poesia que eu escrevo, estudar em Yale, na New York University, grandes instituições de ensino, foi importantíssimo. Mas não há regras. Um poeta pode também estar fascinado pela literatura, pela arte, como eu estive, e não necessitar dessa exposição organizada ao acervo da cultura.

Horácio Costa, que eu descobri na Fliporto, em entrevista.

[1 Comentário(s)]

Postado por Julio Daio Borges
19/11/2007 à 00h46

 
Ela tem um blog?

Para os que me conheceram recentemente - 10 anos ou menos - descobrir que eu tenho um blog talvez os faça cair o queixo. Os mais chegados talvez até procurarão o celular pra me ligar e dizer alguma coisa, mas vão desistir antes de encontrar o aparelho ou vão perceber que meu número não está na agenda.

Para os que me conhecem há mais tempo, bem, aí fica a dúvida: Ou são família - sempre dizem coisas boas, ou não estão por perto e não entendem português - pelo menos a grande maioria.

Então, para aqueles do meu convívio, que fazem parte do 1º grupo, a explicação é simples: Com o passar do tempo alguma coisa aconteceu e eu não sei mais quem eu sou. Não quero fazer terapia nem tomar litium, pelo menos por enquanto. Cada post vai me dar a oportunidade de escolher temas, palavras, imagens e até sons e a busca deles talvez me devolva a identidade que venho perdendo.

Aos muito próximos, que já sabem ler, digo apenas que ninguém tem culpa de nada. Shit happens e só pra citar a little Ms. S.: "You got a lot of livin' to do without life" - mas prefiro viver com vida mesmo, com gosto, com prazer. Acordada. Pelo menos lembro-me de uma época em que preferia isso e estou nessa busca. Paciência. Post a post vamos ver no que dá.

Ms. S., que tem, sim, um blog, e que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
16/11/2007 à 00h36

 
Broadway on strike

Devo confessar a vocês o velado prazer que senti ao receber as notícias das greves simultâneas da classe artística americana: a dos contra-regras da Broadway e a dos roteiristas de cinema e TV. Os contra-regras, além de reivindicarem aumento, estavam trabalhando desde julho sem contrato assinado. Os roteiristas querem ganhar direitos autorais pelos downloads dos programas de sua autoria veiculados na internet e nos telefones celulares.

O teor das coberturas, no entanto, preocupa-se mais com os milhões de dólares que serão perdidos pela indústria do entretenimento (caso essa situação se prolongue) do que com uma discussão saudável sobre o papel dos artistas na sociedade de consumo. Quanto valem? Deve ter é gente tensa porque o cronograma de Lost vai atrasar. Outros, em viagem a Nova Iorque, provavelmente estão decepcionadíssimos porque não vão assistir a O Rei Leão...

Ana Beatriz Guerra, do Proparoxítonas, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
15/11/2007 à 00h25

 
A vida é um pisca-pisca

A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.

- E depois que morre - perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?

Emília, a própria, no Talqualmente, que fala de tradução (e que linca pra nós).

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Postado por Julio Daio Borges
14/11/2007 à 00h17

 
Compulsão

Eu lavo a mão toda a vez que toco alguém
Eu não me toco depois de ter tocado em alguém
Quando o lixeiro vem eu faço o máximo
Para que não exista nenhum toque entre nós

Quando o carteiro vem com vírus dele
Eu tomo cuidado para não haver qualquer contato
Detesto que me toquem e que falem tocando
Detesto cumprimento de mão com mão

Quando eu cumprimento alguém logo lavo a mão
Vejo sujeira em todo o lugar
Menos dentro da minha mente
Que deve ser o lugar mais sujo do mundo

Rodrigo de Souza Leão, cujas entrevistas eu tenho lido por aí, em seu blog.

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Postado por Julio Daio Borges
13/11/2007 à 00h33

 
Que seja o próximo, Thom

Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead In Rainbows. Até fui ao site e peguei o Visa da carteira... mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5? pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marqueteira deles que desisti. Bobagem minha, claro... Eles foram muito mais espertos do que eu nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária, aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa "fase" megalomaníaca, antes de todos esses clichês de "gênio atormentado" que o Thom Yorke faz questão de alimentar. É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90...

Wellington Almeida, lincando pra nós, no seu blog.

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Postado por Julio Daio Borges
12/11/2007 à 00h30

 
5ª MUMIA em BH

A exibição dos filmes da 5ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação - MUMIA será realizada na capital mineira entre os dias 12 e 16 de novembro, com o tema "Quando o mundo todo dorme pesado".

Ao todo, serão mais de 130 filmes de todas as partes do Brasil e de 17 países, como Suíça, Letônia, Alemanha, China, Bélgica, Chile, Espanha, Itália, Canadá, Holanda, Reino Unido, Rússia, Portugal, EUA, França, Japão e Polônia.

As mostras especiais e competitivas são gratuitas e abertas ao público. As exibições acontecem no Cine Humberto Mauro, sempre a partir das 17h.

Confira a programação no site da MUMIA.

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Postado por Pilar Fazito
11/11/2007 às 21h55

 
Português com prazer?!

Não sei se as coisas mudaram desde que eu saí do colégio, há cinco anos, mas as aulas de português costumavam ser chatas até não poder mais (a mesma coisa com redação e literatura). Como se não bastasse, essas matérias quase sempre eram postas nos últimos horários, próximo à hora do almoço - castigo puro. Raros foram meus professores dessa área que tinham o espírito e a paixão de alguém como Cláudio Moreno, autor de O prazer das palavras (L&PM, 2007, 208 págs.), recém-lançado em dois volumes pela L&PM Pocket. A leitura de textos como os desse livro definitivamente não tinha lugar nas escolas por onde passei (e até que freqüentei algumas razoáveis).

O que era (é?) uma pena. Uma aula de português ideal teria que abordar com humor e rigor ao mesmo tempo as transformações pelas quais a língua sempre passa, e avisar à meninada que isso não é crime, como defendem aqueles que querem "mumificar o que é essencialmente um organismo vivo", como escreve Cláudio; informar que, por outro lado, a tradição e as regras do uso culto não devem ser desprezadas; estudar os estrangeirismos e as palavras que ainda não fazem parte do português, mas que bem poderiam. Tudo isso e muito mais a gente encontra em O prazer das palavras. Algum professor aí vai arriscar levá-lo para sala de aula?

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Postado por Daniel Lopes
11/11/2007 às 16h01

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