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BLOG

Terça-feira, 12/2/2008
Blog
Redação
 
Amizade verdadeira

Ah! esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência. Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade? Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo? Não sei responder.

Sei que com algumas pessoas (poucas), há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do "ser aceito". Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões. Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade.

O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não recolha — aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro. Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a. O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja discordância. Isso não deriva apenas de afeto.

Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia? Verifique se nas amizades tidas e vividas ao longo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivência, boa e má. Raramente, porém, restará a amizade... Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas (e já é tanto...) a amizade. Amizade é o que resta da amizade. Se o que resta de uma amizade é amizade, então amizade é. Da verdadeira!

Artur da Távola, citado no Uma certa idade..., que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
12/2/2008 à 00h26

 
Distribua você também em 2008

O novo livro de Ana Rüsche, Acordados (Demônio Negro, 2007, 187 págs.), além de ser vendido em duas livrarias, circulou através de uma "distribuição por contrabando". Deu o que falar na imprensa paulistana a estratégia de distribuição da obra incentivada pelo PAC (Programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo). A publicação, com tiragem de dois mil exemplares, permitiu à Ana escolher 60 colaboradores ― cada um recebendo dez livros, que foram entregues a longínquos leitores gratuitamente.

* * *

Quase um contrabando também foi a circulação da revista belo-horizontina Mininas. Pelo menos até seu 13º número. Seja por correspondência ou de mão em mão, a revista de bolso acabou parando nas mãos do jornalista Lucas Mendes no programa Manhattan Connection e em matéria no Entrelinhas, da TV Cultura. Agora a estratégia é outra, assinaturas, que podem ser feitas no site da publicação.

* * *

Pois é ela mesma, a poesia que dizem estar em tudo, que vai embalar o pão francês de todo dia. Pelo menos é o que se espera fazer nas padarias da região metropolitana de Belo Horizonte. Diovvani Mendonça selecionou poemas para, através de parceria com uma empresa, serem impressos em embalagens. O projeto Pão & Poesia ― em qualquer esquina, qualquer padaria está programado para começar de fato em março deste ano.

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Postado por Elisa Andrade Buzzo
11/2/2008 às 16h55

 
Caro Sr. Watterson

Bill Watterson virou o J.D. Sallinger (ou o Rubem Fonseca) dos quadrinhos desde que abandonou a tira Calvin e Haroldo. Vive recluso e evita dar autógrafos e muito menos entrevistas. Como fazer um documentário sobre uma figura dessas?

A solução encontrada por um grupo de jovens cineastas de Los Angeles foi fazer um filme centrado nos fãs, nas histórias de como o garoto e seu tigre de pelúcia mudaram as vidas dos leitores.(...)

Caro Sr. Watterson vai selecionar contribuições de fãs de toda parte, sejam textos, vídeos, desenhos. O filme ainda nem começou a ser rodado, mas já tem um cartaz bem legal.

Fausto, no seu Boteco Sujo, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
11/2/2008 à 00h37

 
Magnopyrol

(...)hoje acordei bem melhor, sabendo de novo o que fazer: emagrecer, estudar, trabalhar pelo prazer de ver as coisas andando e pelo próprio prazer de trabalhar. lembrar que, pra chegar onde eu quero, há muito trabalho e muito sacrifício pela frente, e lembrar que preciso de concentração e foco para chegar lá. e nunca me acomodar, nunca me deixar enfraquecer por mais tempo do que uma noite de sexta-feira e uma manhã de sábado. dói, eu sei. mas sem dor não há crescimento, sem abdicar de alguns prazeres não há resultados.

Eduardo Palandi, no seu life in slow motion, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
8/2/2008 à 00h31

 
A volta do cavalheirismo

Dica para o homem que é ruim de tudo: cavalheirismo salva.

Manuela Cravo, no seu Ócio improdutivo, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
7/2/2008 à 00h24

 
Wikia Search

Na home do TechCrunch tem uma matéria sobre o Wikia Search.

Wikia Search é a proposta de Jimmy "Wikipedia" Wales de disponibilizar uma Search Engine Open Source. E mais: uma Social Search que abre espaço para os próprios usuários avaliarem a relevância dos resultados obtidos com o buscador.

O que me faz lembrar de Rick Skrenta que, por sua vez, tem severas críticas ao PageRank do Google e está à frente da search startup Blekko.

Mas voltando a Wikia Search: eu consegui criar minha conta lá usando o navegador Firefox (antes, com o Explorer, não rolava. Aliás, outras páginas também apresentaram problemas com o Explorer).

(...)Faça uma busca. Crie sua conta.

Alex Anunciato, em seu blog, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
6/2/2008 à 00h03

 
Lula, Chavez e Morales


Dica do Duque, do EuComuNico, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
5/2/2008 à 00h58

 
Pimenta in Conserva

Ao iniciar o blog, tinha me proposto a escrever todo dia um tópico novo e diferente. Por motivos alheios à minha vontade acabei furando meu compromisso. Pra falar a verdade, ainda não tô com a mínima vontade de escrever, mas como acho que a escrita é como ginástica, assim que a gente começa tem que seguir em frente, sem parar, porque senão cai tudo (as pelancas e o palavreado!), estou aqui, fazendo das tripas coração!(...)

Dona Pimenta, no seu blog, que linca pra nós.

[1 Comentário(s)]

Postado por Julio Daio Borges
4/2/2008 às 16h27

 
É carnaval...

Aquela deliciosa época do ano em que as pessoas não se interessam por quem você é e ainda assim te amam!

Julia Abreu, no seu Pequenas Ternuras, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
2/2/2008 à 00h20

 
Bate-papo com Ruy Castro

"[A imprensa] foi boa enquanto durou, e 200 anos são uma idade respeitável. Não só a nossa, mas a mundial ― acho que, se não se reciclar, ela se transferirá toda para a internet dentro de algum tempo. O que o rádio e a televisão nunca conseguiram, que foi substituir o papel, a internet ameaça conseguir. Só não acredito ainda que ela venha a substituir o livro."

1. Parafraseando Zuenir Ventura, 1808 é também um "ano que não terminou"?
Não. Todos os anos terminam, e 1808 foi certamente um grande ano, mas também terminou. Só em 1809 e 1810 é que o príncipe D. João terminou de implantar os grandes melhoramentos que tinha em mente. Sua fabulosa biblioteca, por exemplo, que daria origem à Biblioteca Nacional, levou aqueles anos para acabar de chegar ao Rio. Quando decidi situar meu romance Era no tempo do rei em 1810, e não em 1808, era porque precisava que a Corte já estivesse bem instalada e, principalmente, que o jovem príncipe D. Pedro tivesse 12 anos ― ou seja, uma idade em que ficaria mais crível tirá-lo do palácio e fazê-lo viver nas ruas do Rio as aventuras que lhe reservei.

2. Você mesmo já disse que suas biografias são tão bem escritas quanto obras de ficção (e eu concordo) ― então por que escrever ficção?
Não me lembro de ter usado a expressão "tão bem escritas" ― seria pretensioso de minha parte. Mas, depois de anos sujeito ao rigor da biografia, em que a informação é sagrada e não é permitido ao biógrafo supor ou imaginar nada, achei que uma escapada na ficção poderia ser algo relaxante. Mal sabia eu que, para escrever Era no tempo do rei, iria mergulhar no estudo do Rio daquela época e criar uma base documentária sólida sobre a qual fazer correr a trama. O outro motivo para me jogar na ficção, nem que fosse temporariamente, foi porque não havia outra maneira de combinar o menino Pedro, herdeiro do trono, com o menino Leonardo, que pedi emprestado ao Manuel Antonio de Almeida.

3. O Leonardo, de Memórias de um Sargento de Milícias, é um dos primeiros anti-heróis da nossa literatura ― ao colocá-lo ao lado do príncipe D. Pedro, você, de repente, sugere que os anti-heróis representam melhor os brasileiros (que os heróis)?
Talvez, por que não? E não somente os brasileiros. Os anti-heróis são sempre mais interessantes. Sorte nossa que um deles tivesse resultado justamente no homem que fez a nossa independência e se tornou o primeiro imperador. Na verdade, usei tudo que conhecemos do Pedro adulto para criar o Pedro adolescente. E, ao fazer isto, vi que havia mais semelhanças que diferenças entre ele e o Leonardo.

4. Você é craque em século XX e na história do Rio. Como foi pesquisar o século XIX e a vinda da Corte para cá? Ficção dá o mesmo trabalho que biografia, nesse sentido?
De fato, até então, todos os meus livros tinham se passado no século XX. Mas, para deleite próprio, particular, sou também um estudioso constante do passado mais remoto. Tenho uma enorme biblioteca sobre o Rio com material a partir de 1502, que foi quando Americo Vespúcio passou por aqui e nos deu o nome de Rio de Janeiro. Aliás, um livro anterior, Carnaval no fogo ― Crônica de uma cidade excitante demais, já tratava do Rio do século XVI até os dias de hoje. E, embora poucos saibam, tenho paixão também pelo século XIX. Em algum próximo livro, não sei se de ficção ou de não ficção, quero voltar a esta época, mas me fixando em 1870 ou 1880, que foi outra grande época da cidade.

5. O humorismo ― que você exercita muito bem no seu jornalismo ― é uma das suas vocações não realizadas? Ou não?
Não tenho vocações não realizadas, exceto talvez a de ser um artista gráfico como meu amigo Helio de Almeida. Nunca pretendi ser humorista, na linha Millôr ou Verissimo ― e eles também não se consideram humoristas. Às vezes posso escrever engraçado, mas é involuntário. Ao escrever, eu próprio me surpreendo rindo com certos efeitos, o que prova que não é uma coisa estudada.

6. Mudando um pouco, arriscaria um balanço da Bossa Nova 50 anos depois? Podemos esperar uma nova edição de Chega de saudade? Ou um novo A onda que se ergueu no mar?
A Bossa Nova é uma realidade, não dá para contestar. De pelo menos 15 anos para cá, há mais Bossa Nova em oferta do que em qualquer outra época, inclusive a de quando a música estava começando. Entre hoje numa loja de discos ― nunca se ofereceu tanta Bossa Nova. Há até discos com este rótulo e em que o conteúdo não tem nada a ver ― sinal de que se tornou uma marca comercialmente rentável. Ouve-se Bossa Nova em palcos, praias, praças públicas, salas de espera, aeroportos, consultórios de dentista, trilha da novela, comercial de xampu. Ah ― você dirá ―, mas ela não está nas paradas... E daí? Os sabiás e os bem-te-vis também não estão nas paradas, mas cantam o dia inteiro. Quanto ao meu livro Chega de saudade, que desde 1990 já teve 24 reimpressões no Brasil e edições nos EUA, Japão, Alemanha e Itália, vêm aí em abril a edição espanhola e uma edição brasileira de bolso. Um novo A onda que se ergueu no mar não está nos planos, mas, se eu tiver material novo suficiente, pode pintar.

7. A nossa imprensa também completa 200 anos em 2008 ― qual futuro você vê para ela depois da internet?
Foi bom enquanto durou, e 200 anos são uma idade respeitável. Não só a nossa, mas a imprensa mundial ― acho que, se não se reciclar, ela se transferirá toda para a internet dentro de algum tempo. O que o rádio e a televisão nunca conseguiram, que foi substituir o papel, a internet ameaça conseguir. Só não acredito ainda que ela venha a substituir o livro.

8. Neste ano, sai mais uma coletânea sua de artigos, justamente, sobre literatura ― por que abandonou o assunto como jornalista (como crítico)? Alguma chance de voltar ou a produção de hoje não te inspira nem um pouco?
Nunca fui crítico, seja de literatura, cinema ou música popular ― apenas escrevi com frequência sobre esses assuntos. O livro a sair este ano pela Companhia das Letras, O leitor apaixonado, é o terceiro de uma série de coletâneas de artigos que publiquei na imprensa, organizados pela Heloisa Seixas. Os primeiros foram Um filme é para sempre, de artigos sobre cinema, que saiu em 2006, e Tempestade de ritmos, sobre jazz e música popular, que saiu em 2007, ambos também pela Companhia das Letras. Se não tenho escrito em jornais especificamente sobre literatura é porque estou apaixonado pelo espaço tri-semanal que ganhei na página 2 da Folha há um ano ― é um desafio desenvolver um raciocínio em apenas 1.777 batidas, que costuma ser o que cabe naquele quadrado. E ali não é bem um espaço para a literatura.

9. E Nelson Rodrigues ― acha, como eu, que ele é, cada vez mais, um dos maiores escritores do século passado?
Sempre achei isto e fico contente quando me dizem que a publicação de O anjo pornográfico ajudou a fazer com que as pessoas enxergassem esse óbvio ululante. Lamento apenas que nossas edições caprichadíssimas de sua obra completa fora do teatro, lançadas pela Companhia das Letras, tenham sido suprimidas judicialmente, e agora estejam voltando por outra editora, com roupagem nova, as edições originais, que eram feitas por uma irmã do Nelson sem o menor critério.

10. Por último, mais futurologia: você, que participou da Companhia das Letras desde os primórdios, como vê as tentativas de digitalização do livro (por exemplo, através desse novo Kindle, da Amazon)?
Estou por fora. Como já disse, continuo achando que o livro é um formato perfeito, portátil, ideal para levar para a cama ou para o banheiro. Tenho prazer físico em segurar e ler um livro, gosto do seu cheiro de mofo ou de poeira, adoro entrar em sebos imundos e já achei muitas preciosidades neles. Se o livro tiver de acabar um dia, espero não estar por aqui para ver. Como você sabe, sou um sujeito antigo, ainda do tempo do rei...

Para ir além
Era no tempo do rei

[6 Comentário(s)]

Postado por Julio Daio Borges
1/2/2008 às 12h16

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