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Quarta-feira, 27/4/2005
Blog
Redação
 
Gender Bias Test

As feministas queixam-se de que só as mulheres são tratadas como objetos sexuais. A publicidade, por exemplo, tenta vender produtos através da exploração do corpo feminino. Se fosse o contrário, ou seja, se apenas o corpo masculino fosse utilizado para vender produtos, elas veriam na prática uma tentativa, por parte dos homens, de atribuir mais valor ao corpo masculino do que ao corpo feminino, ou de considerar o corpo masculino mais atraente do que o feminino.

* * *

As feministas reclamam que a prática masculina de ceder o lugar às mulheres apenas reflete o estereótipo machista de considerá-las seres frágeis e delicados. Se fosse o contrário, ou seja, se as mulheres tivessem de ceder o lugar aos homens, as feministas condenariam a prática por ver nela indícios de subserviência feminina.

* * *

A maioria das separações são iniciativa feminina. As feministas justificam essa iniciativa como uma maneira de se livrar de maridos insatisfatórios e opressores. Se fosse o contrário, ou seja, se a maioria das separações fosse iniciativa masculina, elas diriam que os homens têm medo de assumir compromisso, além de fugir da responsabilidade, ao abandonar a família.

* * *

As feministas se queixam de que a iniciativa masculina de iniciar um namoro é apenas um reflexo da dominação do homem sobre a mulher. Se fosse o contrário, ou seja, se os namoros fossem sempre iniciativa das mulheres, elas diriam que os homens se recusam a compartilhar o trabalho de construir um relacionamento sólido ou então diriam que o ego masculino é fraco demais para lidar com rejeições.

* * *

Quem mais consulta o psicólogo são as mulheres. Um dos motivos, segundo as feministas, é que a maior discriminação que as mulheres sofrem inevitavelmente as leva a ter mais problemas psicológicos. Se fosse o contrário, ou seja, se os homens fossem os maiores fregueses dos psicólogos, elas diriam que o gênero masculino é intrinsicamente mais sujeito a distúrbios psicológicos ou então reclamariam que os cuidados com a saúde mental eram voltados apenas para os homens.

Giovanni Duarte de Carvalho, em "Afinal, Qual é a das Feministas?", um post do seu blog, o Pomo da Discórdia, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
27/4/2005 às 15h05

 
Happy 15th Birthday, Hubble

Como a vida fica pequena, diante disto:

In honor of the 15th anniversary of Hubble's delivery into space, NASA and the European Space Agency have released new photos of two of the telescope's most popular targets: the M51 Whirlpool Galaxy and the Eagle Nebula. The photos are among the largest and sharpest Hubble has ever taken and could be enlarged to the size of a billboard without losing clarity, according to the ESA.

Amit Asaravala, na Wired.

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Postado por Julio Daio Borges
27/4/2005 às 12h52

 
Da difícil vida das rêmoras

legenda

À esquerda, um débil mental; à direita, uma doutora. Olho pra um, pro outro e percebo que eles falam coisas muito parecidas. Principalmente quando xingam os políticos que aparecem na TV.

Outra vez, Ivana. (Porque eu vou. Você vai?)

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Postado por Julio Daio Borges
26/4/2005 às 10h45

 
São Cristóvão

Eu sozinha nesse bar, um pires de azeitona à minha frente e uma cerveja quente pela metade. Largada nesse canto da vida é difícil acreditar que o Rodrigo Santoro vai passar por aqui e se apaixonar por mim. Mas vai.

Mais Ivana. (Porque o lançamento é amanhã...)

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Postado por Julio Daio Borges
26/4/2005 às 10h38

 
A quinta carta

Certa vez uma cartomante me disse que eu não demoraria a encontrar o homem da minha vida. Eu o reconheceria de imediato. Nós nos casaríamos, moraríamos numa casa com gerânios na janela e teríamos um casal de filhos. O Grande Sacerdote, a quinta carta na casa sete, garantia isso. Dias depois, eu descia distraída a avenida Rebouças quando vi ao meu lado o Grande Sacerdote numa Belina branca. Sem dúvida, era aquele o homem por quem esperei a vida inteira. Podia advinhar-lhe o corpo, o cheiro da pele, a voz. Nós nos casaríamos, moraríamos numa casa com gerânios na janela e teríamos um casal de filhos. Avancei em ziguezague no meio dos carros tentando alcançá-lo, mas o Grande Sacerdote deu seta e entrou à direita na Capote Valente. Foi assim, por uma fração de segundos, que eu perdi o homem da minha vida. O destino sempre cumpre o que promete, mas o trânsito nem sempre ajuda.

Ivana Arruda Leite, em seu novo livro, Ao homem que não me quis (li ontem).

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Postado por Julio Daio Borges
26/4/2005 às 10h28

 
Encantação

A última obra que reli foi Os Sertões, que é outra de minhas obsessões. Tenho uma enorme admiração por Euclides da Cunha. Reconheço seus defeitos, especialmente a influência funesta que recebeu do positivismo de Augusto Comte e do evolucionismo de Herbert Spencer, algo realmente racista. Ele até viveu um drama pessoal ao acreditar que a mestiçagem brasileira era um defeito. Mas, apesar disso, sua força como escritor é tão grande que todas essas influências já envelheceram e a força da linguagem e da própria história que ele conta ainda está muito viva. Leio Os Sertões como se lê a Ilíada. Leio não com os olhos de um sociólogo mas com os que buscam um épico. Meus críticos habituais até se admiram e dizem: Gilberto Freire não escreveu os mesmos erros que o Euclides da Cunha e, mesmo assim, você prefere o Euclides. Eu digo: é isso mesmo. Prefiro Euclides da Cunha com todos os seus defeitos. Como também prefiro Euclides da Cunha a Machado de Assis. Acho Machado um excelente escritor, mas ele não tem uma qualidade que me toca muito e que eu vejo no Euclides. É aquele galope épico - a literatura de Machado de Assis é muito cravada. Em suas histórias, por exemplo, os homens nem quintal têm em suas casas! Tudo se passa entre quatro paredes. Isso me faz lembrar de um compositor, que foi parceiro de Manuel Bandeira e se chamava Jardel Valle. Pois bem, ele fazia observações ótimas. Jardel reconhecia que Machado de Assis era um gênio, não havia como negar. Mas era um gênio míope. Faltava a ele aquela amplitude que, em Euclides, sobrava.

* * *

Houve um tempo em que era moda falar mal de mim por eu não escrever como Graciliano [Ramos] - até chegava gente em casa para ralhar comigo sobre isso. E não escrevo mesmo. Eu o conheci pessoalmente, admiro muito sua obra mas sou uma pessoa completamente diferente. Mesmo assim, diziam que, enquanto o Graciliano apresentava o sertão verdadeiro, eu descrevia o falsificado. Mas não se trata disso e sim do sertão de Graciliano Ramos e o sertão de Ariano Suassuna. A diferença é que ele só percebia no sertão os detalhes que correspondiam ao seu universo, um sertão solitário, quase sem esperança, e eu lhe apresento 30 pessoas do povo que são muito mais parecidas com o meu universo que com o dele. Mestre Salustiano, por exemplo, mestre de maracatu, um homem do povo. Assim, quando apresento um sertanejo risonho, aberto, falador, que toca rebeca muito bem, que representa, estou mostrando como o homem do povo se expressa como artista. Não estou falsificando uma imagem mas revelando uma face que Graciliano não apresentava, porque não se interessava por isso.

* * *

É curioso, tenho lido muitas apreciações sobre O Triste Fim de Policarpo Quaresma e todas o apresentam como uma sátira arrasadora. Mas considero um livro profundamente triste, em que Lima Barreto alternou o humor, o cômico, com o doloroso, o trágico. Escritor humorista é algo raro. Machado de Assis era humorista: ao ler um de seus livros, a gente ri muito, mas, quando termina, a vontade é de chorar. Cervantes também era humorista, não há livro mais triste que Dom Quixote. E a lição que fica é a de um personagem ridículo e grotesco exatamente por ser bom e generoso muito acima da média. Quixote é um sujeito profundamente modesto, leal, corajoso, e apresenta todas as características do homem bom. Eis a maior denúncia contra a humanidade: por ser um homem bom, Quixote é ridículo, grotesco, cômico e acima da maioria. Com Policarpo, a situação é a mesma. É um livro profundamente triste. Há momentos em que parece que Lima Barreto está zombando de si próprio. Ou seja, ele se aproxima da maior tristeza do mundo, que é a mesma constatação feita por Cervantes, de que defender o seu país e amar o seu povo o torna grotesco. Por isso considero um livro triste. E nisso vejo alguma semelhança comigo.

Ariano Suassuna, lógico, ontem no Estadão.

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Postado por Julio Daio Borges
25/4/2005 às 15h30

 
Pensata

Amei! Gosto de ler coisas assim... Que fazem a gente pensar. Rs...

De Cleusa Maria Viana Sanches, por e-mail, sobre o post "Sou melhor do que Shakespeare".

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Postado por Julio Daio Borges
25/4/2005 às 15h25

 
Como no céu & Livro de visitas

Em primeira mão, o novo do Carpinejar. No blog da Bertrand Brasil, o primeiro de editora que eu conheço. Uma iniciativa da minha xará, Julia Marinho.

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Postado por Julio Daio Borges
22/4/2005 às 18h18

 
O enigma do leitor jovem

A preocupação da grande mídia norte-americana com os leitores jovens está se transformando numa verdadeira obsessão. Nada menos que três estudos foram divulgados nas duas últimas semanas envolvendo pesquisas sobre hábitos de leitura e informação de jovens entre 18 e 34 anos.

O alarme tem sua razão de ser. A queda dos índices de leitura de jornais entre os jovens é três vezes maior do que entre os demais leitores e os executivos da mídia sabem que o seu emprego futuro, bem como a sobreviência dos grandes impérios jornalisticos, dependem dos novos consumidores de notícias.

A Fundação Cornegie publicou o documento Abandoning the News, um alentado estudo onde o foco principal é a a atração que a Internet exerce sobre os jovens e os novos comportamentos que estão surgindo em matéria de busca de informações jornalísticas no público com menos de 25 anos.

A American Society of Newspaper Editors (ASNE) divulgou no seu congresso anual realizado na primeira quinzena de abril um trabalho desenvolvido pelo Readership Institute mostrando a intensidade da evasão de leitores jovens entre os grandes jornais.

Finalmente, no Simpósio Internacional de Jornalismo Online, organizado na Universidade do Texas, pelo professor brasileiro Rosental Calmon Alves, foi apresentada uma pesquisa que tenta encontrar explicações sobre porque os jovens se informam mais pela Internet, inclusive em sites que não tem nada a ver com jornalismo.

Carlos Castilho, no Observatório, que agora também tem blog. Este e outro. (É o Digestivo lançando moda...)

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Postado por Julio Daio Borges
22/4/2005 às 18h06

 
Habemus Blog

digestivo cultural, agora também em blog. mas daio do que nunca.

Esse é o Celso Muniz, outro Leitor, em "pílulas de vida do dr.ross". (Talvez uma dica enviesada de que preciso, aqui, maneirar. OK, Celsius, está anotado.)

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Postado por Julio Daio Borges
21/4/2005 às 17h48

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