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Quinta-feira, 19/7/2007 Destaques do Anima Mundi Tais Laporta Alexandr Petrov, vencedor do Oscar do melhor curta de animação em 2000, por O velho e o mar (adaptação do clássico de Ernest Hemingway), levou a premiação pelo melhor filme eleito pelo júri profissional em 2007: Moya Lybov (Meu amor). Absolutamente artesanal, o curta vencedor foi produzido em pedaços de vidro pintados a óleo e fotografados quadro a quadro. Petrov mergulhou os próprios dedos na tinta, imprimindo ao trabalho uma atmosfera impressionista, plenamente viva. Tarefa que consumiu três anos do artista. Moya Lybov contraria todo o aparato digital disponível para a animação moderna, desde a padronização de traços e cores até a inserção de novos formatos, como o 3D. Embora o roteiro do curta fosse denso e bem amarrado, não foi o escolhido pelo júri popular, que preferiu outro russo como o melhor do Anima 2007: Lavatory love story, de Konstantin Bronzit. O trabalho de Bronzit, outro mestre da animação, traz um roteiro mais espirituoso, característica que a platéia popular ainda privilegia, sem contar a originalidade e a expressividade visual. A própria linguagem da animação favorece esse clima humorístico ao grande público, deixando as impressões mais acuradas com os jurados profissionais. E como já se previa, Até o sol raiá, curta brasileiro de Fernando Jorge e Leanndro Amorim, mostrou que a animação nacional está alcançando níveis superiores de maturidade e sofisticação - tanto na trama quanto no visual. Não por menos, o trabalho dos pernambucanos venceu dois prêmios: melhor curta brasileiro e melhor primeira obra. Tantos outros agradaram mas não levaram, tamanha a diversidade de boas produções selecionadas nesta última edição. O festival cresce a cada ano e estimula os incentivos para a animação nacional. Não dá para perder. Tais Laporta |
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