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Segunda-feira, 25/2/2008 Duas vezes Nélida Piñon Luis Eduardo Matta O outro lançamento de Nélida, previsto para o segundo semestre, e também editado pela Record é o de um volume de memórias, Coração andarilho, cuja redação exigiu da escritora, nos últimos meses, entre quatorze e quinze horas de trabalho diário. Desde a publicação, em 2004, de Vozes do deserto ― vencedor do Jabuti de melhor romance, em 2005 ―, os leitores de Nélida, dentre os quais me incluo, aguardam sua nova investida na prosa de ficção e, após um jejum de quatro anos, já estamos em festa. Ambos os livros sairão, também este ano, na Espanha, pela prestigiada Alfaguara. E os êxitos de Nélida Piñon parecem não conhecer limites. No Brasil, a Record acaba de lançar novas edições de O calor das coisas e de Vozes do deserto (a sexta). Além disso, nos próximos meses, vários livros da escritora sairão na Europa, em diferentes idiomas e, muito provavelmente, Nélida já está se preparando para uma nova turnê mundial de lançamentos, palestras e homenagens. Uma de nossas mais importantes escritoras vivas, cuja prosa literária é, inegavelmente, a mais bela do português brasileiro contemporâneo, é um exemplo de que o romance não só não morreu, como parece adquirir vigor renovado a cada passar de ano. Luis Eduardo Matta |
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