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Sábado,
22/11/2014
O advogado do diabo
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Ainda Márcio Thomaz Bastos.
"Advogado do diabo", a expressão, se associa àquele "amigo do alheio" que, quando você tem uma ideia, logo contrapõe: "Posso fazer o advogado do diabo?".
"Advogado do diabo", também, é titulo de filme. Numa versão de fins dos anos 90, Keanu Reeves faz o papel de um jovem advogado ambicioso. E Al Pacino faz o papel...
Em filosofia, mais especificamente em filosofia política, Hannah Arendt se debruçou sobre a definição do mal. Judia sobrevivente de uma Europa arrasada pela Segunda Guerra, fez alguns dos maiores esforços intelectuais, de que se tem notícia, para entender o mal e a *encarnação* do mal.
Um século depois, ainda estamos tentando entender o que aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial. E mais de meio século depois, não conseguimos sequer absorver o que houve durante a Segunda Guerra. O que aconteceu com a Alemanha? O que levou um povo, aparentemente tão civilizado, a um comportamento dos mais bárbaros em toda a História?
Quem me conhece, sabe que não faço proselitismo de nenhuma espécie, mas, neste momento, no Brasil, às vezes me pego conjecturando se não é, justamente, o mal que estamos combatendo...
O diabo, como se sabe, tem mil disfarces. É ardiloso...
Joga sujo. Na verdade, não respeita as regras. Desconsidera totalmente o "fair play". Seus golpes são sempre abaixo da linha da cintura...
E a mentira não é um problema - é um expediente. Enganar também não é um problema, é somente um meio, para atingir um fim...
Caluniar, difamar... são simplesmente armas de guerra. Por que alguém deveria se ofender com isso? Ofensa, aliás, que coisa mais burguesa...!
O Terror foi uma fase da Revolução Francesa. Há uma citação de Che Guevara sobre as "máquinas de matar". A esquerda revolucionária latino-americana cunhou o termo "paredón" - para os "inimigos do povo", na verdade, *críticos* do regime...
O governo do PT tenta, hoje, legislar sobre o que chama de "crimes de ódio"... (Sendo "ódio" tudo o que eles acharem que é "ódio"...)
Hannah Arendt estudou, profundamente, o totalitarismo. Independente da ideologia - e de seu comandante supremo -, o totalitarismo é sempre a origem do mal em política.
Márcio Thomaz Bastos teve o mérito de *ventilar* o nome de Joaquim Barbosa para a Suprema Corte em 2003. Mesmo atuando na defesa dos mensaleiros em 2012, Thomaz Bastos não conseguiu impedir que a luz vencesse as trevas, no palco do STF - um tribunal então presidido, de maneira inédita, por um negro.
O mal pode ser vencido, sim. Churchill e os Aliados o venceram. Joaquim Barbosa e os então ministros do STF o venceram, também. O juiz Sérgio Moro o está vencendo dia a dia...
Mas o mal precisa ser combatido sempre. O mal não pode jamais ser tolerado.
O diabo não merece defesa. E seus advogados... ficarão marcados para sempre.
Para ir além
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Postado por Julio Daio Borges
Em
22/11/2014 às 12h50
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