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Terça-feira, 27/9/2005
Festival do Rio 2005 (I)
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Acabo de desembarcar do Festival do Rio 2005. Sim, eu sei que o festival nem está na metade (começou na sexta, dia 23, e vai até quinta, 6 de outubro), mas como não moro na capital carioca e tenho outros afazeres profissionais ao longo da semana, só posso aproveitá-lo nos sábados e domingos. Foi o que fiz, pela primeira vez credenciado como imprensa (pelo Digestivo, aliás).

(Desde já, vale um parênteses aqui: a organização precisa ficar mais esperta a respeito do credenciamento de jornalistas. Primeiro, foi um sufoco conseguir contato com a assessoria, já que nossas mensagens eletrônicas não obtinham resposta e os telefones não atendiam. Depois, mais demora para definir se rolaria ou não o crachá. Por fim, quando chego lá, ninguém das várias salas de cinema onde acontece o festival sabia como lidar comigo: minha credencial é branca, o que significa que não preciso retirar ingressos antecipados, e sim já ir entrando na sessão escolhida depois que o público estiver lá dentro. Só que os bilheteiros, porteiros e gerentes não faziam idéia disso, e por umas três vezes eu quase fui barrado - não fosse certa simpatia com eles e já era. Só no domingo, parece, estavam mais informados, e olhe lá, já que um porteiro simplesmente me impediu de entrar numa determinada sessão. Sugiro à organização ler o excelente Feedback, do nosso editor Julio Borges. Mas divago...)

Nos dois dias em que fiquei no Rio, assisti a sete longas-metragens e um curta. Uma pena que boa parte dos destaques da programação deste ano (uma das melhores em muito tempo) está concentrada em dias de semana ou nos próximos sábado e domingo (quando certamente voltarei, principalmente por Manderlay, novo do Von Trier, e Last Days, do Gus Van Sant, entre outros).

Assim, quase tudo o que vi nessa primeira ida não é tão conhecida pelo grande público. De qualquer forma, como em todo festival, deu para pescar algumas pérolas de destaque. Algumas delas não serão mais exibidas, então comento posteriormente. Outras ainda têm reprise - e é sobre essas que escrevo a seguir, com indicação das próximas sessões. Se estiver no Rio, se deleite com o festival. Se não estiver, morda-se de vontade ou faça como eu: enfrente assessorias, chuva, ônibus e o que for para chegar lá. Vale a pena.

Compra de ingressos e detalhes da programação estão no site oficial. Às pérolas, então:

Dumplings - versão em longa-metragem de episódio homônimo da antologia Três... Extremos (filme imperdível, também no festival). É a história de uma ex-atriz disposta a recuperar a juventude a todo custo, tanto para se manter bela quanto para voltar a chamar a atenção do marido, que a ignora. Encontra a solução mágica com uma espécie de bruxa inventora de uma comida "mágica" que mantém as pessoas jovens e fortes. Dirigido por Fruit Chan, cineasta de Hong-Kong, é um bizarro exercício de imagens chocantes em meio a muito humor negro. Exemplar perfeito do cinema extremo tão propalado no Oriente, que tem nas cenas de asco o grande poder de persuasão com o espectador. Alguns momentos realmente embrulham o estômago, mas a idéia por trás da narrativa os justifica: falar da loucura a que se chega em nome da estética física. Pouco parece importar a moral, a educação, a racionalidade. Se a protagonista deseja a beleza, vai enfrentar os maiores pesadelos para chegar a ela. Por vezes o filme aparenta ser uma grande bobagem, mas ao final deixa um recado poderoso à elitezinha que costuma freqüentar cinemas (em especial, nos festivais, o que é cool). Vale experimentar essa viagem - e tente se manter impassível na angustiante cena de aborto...

Próximas exibições do filme:
- terça, dia 27, no Estação Barra Point 1, às 22h
- sexta, dia 30, no Estação Ipanema 2, às 18h

Amor & Felicidade - o cinema sueco é notório pela melancolia e tristeza que emanam de suas narrativas. Peguemos o nome mais badalado do país, Ingmar Bergman, por exemplo. Recentemente, tivemos Para sempre Lylia, que fez certo sucesso no circuito comercial. Mas não só de lágrimas e sofrimento vive a Suécia das telas. Aqui, apesar do clima seco e igualmente incômodo de que as coisas não estão muito bem, a mensagem final é de puro otimismo. A jovem Minna não tem a vida desejada, mas consegue encontrar algumas válvulas de escape na pequenina cidade onde mora. Sai com a amiga, se envolve com o instrutor de direção, é assediada pelo colega apaixonado. Só que ela é infeliz, porque a mãe morreu, o pai se casou de novo e a quer fora de casa, para conviver melhor com a nova esposa. O que acompanhamos é o cotidiano dessa personagem tão humana e cheia de dúvidas, ainda descobrindo o amor e as conseqüências dele (e de tudo o que ele traz, como frustrações e angústia). Só que, quando termina, o filme deixa um frescor de recomeço que absorve as maiores pancadas até então surgidas. Uma delícia acompanhar a volta por cima de Minna, por mais que ela precise abrir mão de muita coisa para tentar alcançar seus maiores sonhos.

Próximas exibições do filme:
- quinta, dia 29, no Estação Botafogo 2, às 18h45
- quarta, dia 5, no Estação Botafogo 2, em três horários: 14h30, 18h45 e 22h45
- Observação: o filme tem apenas legendas em inglês

Achados e Perdidos - sou um entusiasta do cinema de José Joffily. Diretor brasileiro de grande interesse, fez Quem Matou Pixote?, que, fora alguns exageros e maniqueísmos, tinha méritos; e o excepcional Dois Perdidos Numa Noite Suja, talvez seu melhor trabalho. Mas algo não deu muito certo neste novo filme. Contendo todos os elementos de um típico noir (o protagonista marginalizado, a polícia apresentada como estorvo, a mulher fatal, o crime obscuro, a pouca iluminação, o cigarro sempre aceso) e um Antônio Fagundes bastante inspirado e desglamorizado encabeçando o elenco, tem tudo para engrenar, mas não engrena. Até começa bem, até cair na tentação de querer explicar tudo em detalhes, não confiando nas ambigüidades do próprio roteiro e na percepção do público em entender uma trama que poderia ser rica em significados. Se por um lado Joffily volta a abordar um universo de gente fora do topo da pirâmide, de pessoas à margem com suas próprias leis e ideais, por outro deixa escapar o potencial do filme ao se entregar ao estilo policial curto e simples. Uma pena, já que talento ele tem para fazer bem melhor. Vale registrar a presença marcante da belíssima Juliana Knust (imagem acima), estreando em cinema. Não é grande atriz, mas que corpo...

Próxima exibição do filme:
- terça, dia 27, no Odeon BR, ao meio-dia

Hoje mais tarde eu volto para comentar outros dois filmes vistos no fim de semana e ainda com reapresentações no festival. Ambos imperdíveis, cada um por motivos completamente distintos. Apareça aqui de novo.


Postado por Marcelo Miranda
Em 27/9/2005 à 01h34

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Bill Ackman no Lex Fridman (2024) de Julio Daio Borges
02. Autopublicação na prática de Julio Daio Borges


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