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Sexta-feira,
27/11/2015
Blog de Ely Lopes Fernandes
Ely Lopes Fernandes
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Questão de ordem
Como é apenas um teste,ou melhor uma estreia como "blogueira" quero ser singela e consistente nas palavras, porque os meus leitores (espero sim,ser lida) não merecem um texto que trate de assuntos para lá de batidos e exaustivamente replicados nas redes sociais da vida,como: aumento da taxa selic,gasolina como produto de ostentação,racionamento de agua e energia e assim por diante.
Bem, acredito que o ser humano desde o seu nascimento é submetido ao stress o ato de nascer ao mesmo tempo que é libertário (o mundo uterino por mais confortável que seja é limitado, nadamos e não chegamos nunca a lugar algum se bem que respirar dentro d'agua é uma experiencia unica literalmente e alimentar então? Ouvir a voz da nossa mãe e demais pessoas que nos amam desde então é muito bom!) é castrador pois a partir do nascimento temos protocolos e rotinas a serem cumpridos, hora do soninho,mamadas regulares e por aí vai e na infância não muda muita coisa temos fases a vencermos - brincadeiras,jardim de infancia,séries inicias descobertas,curiosidades e a adolescencia chega chegando penamos com as espinhas, hormônios, birra e achamos que todos é contra nós e ponto.É uma preguiça, tudo que queremos é conter a ansiedade nos potes de sorvete ou num boow com pipoca assistindo mais uma série de tevê(fechada) ou incontaveis rodadas de videogames,redes sociais... Isso hoje em dia,porque no meu tempo eu continha a agonia da adolescencia lavando louça mesmo numa preguiça daquelas isso depois de ter feito o DEVER DE CASA! Minha mãe era amorosa e dizia que tudo que pudessemos aprender nos serviria um dia e como serve ainda, não é possível uma adolescente pobre aceitar fazer os serviços domésticos com todo gosto que a diversão é apenas e somente a escola, com o tempo vi que não era tão ruim assim ajudar mamãe e cada dia era uma batalha vencida. Depois do domingo de macarronada à mineira e sobremesa de doce de abobora a segunda feira na escola era a promessa de historias curiosas de colegas mais liberais que ja frequentavam as matinês dominicais e saiam contado detalhes dos agarramentos e sarros curtidos sob a luz da boate da moda nas tardes domingueiras. Morria de inveja mas ficava só ouvindo os papos e vendo o jeito delas se vestirem, pareciam esnobar naquelas calças apertadas que projetava a bunda que as fazia parecerem mais adultas, eu e os meus mulambos ( tinha uma blusa de tergal e uma saia jeans e um sutiã branco) lavava a blusa e o sutiã de dois em dois dias. Era um terror ouvir o relato daquela diversão e como deveria se bom curtir um domingo a tarde. No fim das contas o mesmo papo de segunda feira foi cansando e passei a achar chato aquelas garotas esnobes e tinha mais o que fazer assim o tempo passou eu aprendi muito de prendas domesticas, e quando vi já estava adulta e normal e ja conhecedora das agruras da vida. Hoje particular torna-se social e muitas vezes nos vemos refens de redes sociais e demais aplicativos que a modernidade nos proporciona. Dividir a intimidade nos dias de hoje tem trazido dramas, glória e passagens pela midia a fora. Tem os que se dão bem com a fama instantanea e os que somente tiram lições. Escrever e mostrar seu talento em um blog é algo novo e fortalecedor para quem empilhou caderninhos cheios de textos e poesias que achava que jamais teriam valia. Escrever como profissão é caro e trabalhoso e escrever para registrar e sentir prazer de ter essa vivência é diferente. A inspiração vem como o choro, o riso ou o orgasmo motivacional e espontaneo, a leitura do que voce escreveu é as vezes surpreendente, daquele pensamento que brotou do ermo surge um texto coerente e até bonito e que te leva a pensar que você até que tem jeito pra coisa, ou não como já disse Caetano Veloso.
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Postado por Ely Lopes Fernandes
27/11/2015 às 19h17
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Julio Daio Borges
Editor
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