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Terça-feira,
30/8/2016
O assim-chamado efeito Facebook
Felipe Pait
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Dizem que as redes sociais dividem as pessoas em tribos homogêneas. As pessoas procuram amigos em comunidades que pensam igual, em vez de usar a rede para buscar informações mais diversificadas. Talvez.
Ou talvez não. Quem acredita que "a manifestação na Paulista foi violenta" porque leu isso num site de direita acredita em qualquer coisa. Para saber se houve ameaça de violência, há que ler um post da esquerda: "nós estávamos pacificamente tentando ocupar o prédio da Fiesp mas a polícia neoliberal resolveu se colocar do lado dos banqueiros e nos impediu".
Igualmente, quem acredita que a presidente afastada é vítima de machismo porque foi informado disso pelas redes petistas também mostra sua inocência. Para conferir se há preconceito, precisa ver os posts dos anti-petistas xingando "aquela mulher" com palavras de baixo calão. Sem exagero de leitura, porque tanto um lado como outro causam indigestão.
Meu resumo é o seguinte: quem se deixa influenciar por grupos ideologicamente uniformes é um idiota crédulo que se deixaria influenciar por qualquer besteira, ou uma toupeira raivosa que somente busca amplificar suas raivas internas. Esses tipos sempre existiram e sempre existirão. As redes sociais apenas tornam o fenômeno da toupeirice visível e mensurável. A tarefa da república é evitar que esses impulsos imbecis se tornem excessivamente destrutivos. Os sucessos de 2016 vão aumentar nossa dívida de gratidão a James Madison e Ulysses Guimarães.
Postado por Felipe Pait
Em
30/8/2016 às 08h30
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