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Domingo,
13/11/2016
Previsões sobre o governo Trump, parte 3: ambiente
Felipe Pait
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Podemos prever desastre de grandes proporções. O #fato é que as incertezas que ainda existem sobre as mudanças climáticas deveriam ser motivo para maiores precauções, não para assumir maiores riscos. O outro #fato é que ninguém no campo do Trump tem as qualidades éticas ou intelectuais para compreender o que está acontecendo, tirar as conclusões forçosas, e tomar as medidas que se fazem necessárias.
Por outro lado, o 3o #fato é que não estava sendo feito nada de consequente mesmo. As medidas aprovadas após negociações e compromissos internacionais são insuficientes para minorar a dimensão dos desastres ou para adiá-los significativamente. Tudo que foi feito são compromissos de custo nulo; não atrapalham ninguém, também não ajudam quase nada; mas dão aos ativistas da defesa do ambiente empregos e a sensação de estarem conseguindo alguma coisa, e também dão aos ativistas anti-ambiente um bicho-papão para insuflar as raivosas massas de manobra. O melhor exemplo de inação é a economia grande que mais tomou medidas contra o aquecimento global, a Alemanha. São medidas tão honestas e eficazes quanto o controle de poluição em um VW diesel. Créditos de carbono duvidosos, painéis solares sob nuvens, fechamento de usinas nucleares, carros que gastam menos diesel... Ações ineficazes, de pouco impacto, contra-produtivas, ou fraudulentas.
Talvez as mudanças climáticas ocorrendo enquanto o governo está ativamente tentando desmentir que existam tenham um efeito pedagógico. Talvez não seja tarde demais quando o efeito for compreendido. Não há motivo para otimismo, mas já não havia muito no rumo atual.
Recomendação: suba para as montanhas, ou vá para o Canadá. (continua em Previsões sobre o governo Trump 4: internacional.)
Postado por Felipe Pait
Em
13/11/2016 às 10h29
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