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Terça-feira, 19/6/2007
5º Rio das Ostras Jazz & Blues
Marília Almeida
+ de 6800 Acessos

Após uma abertura tradicional, um dia de apresentações heterogêneas e outro que respirou modernidade, a última noite (9/6) do 5º Rio das Ostras Jazz & Blues demorou para engrenar, mas o blueseiro Robben Ford surpreendeu e ela terminou com mais um show do enérgico Michael Hill, que gostou tanto do país e do feedback que obteve nos dias anteriores que quis fazer uma terceira apresentação, dessa vez com a participação de Romero, Big Gilson e até mesmo de Big Joe Manfra, que participou dos bastidores do festival.

As apresentações começaram lentas com o show intimista de Luciana Souza e Romero Lubambo, até demais para o grande palco Costazul e que, certamente, se encaixou melhor no Bourbon Street de São Paulo. A apresentação, impecável e com rigor técnico, incluiu clássicos da MPB, como "Respeita Januário", de Luis Gonzaga, e "Que nem jiló", de Gilberto Gil, além de composições de jazzistas norte-americanos. O ponto mais alto foi a performance de "Modinha", de Vinicius, música que Luciana declarou ter crescido ouvindo. Com uma performance impressionante no scat, que por vezes entra em perfeita harmonia com o violão de Romero, também tocou pandeiro em algumas execuções.

O currículo de ambos impressiona: Luciana é hoje uma cantora de jazz respeitada nos Estados Unidos que arranca elogios de revistas especializadas como a Downbeat e Jazz Times e já recebeu também três indicações ao Prêmio Grammy por Melhor Álbum Vocal de Jazz. Seu terceiro álbum, Brazilian Duos, é composto por canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e figurou na lista dos melhores CDs de jazz do The New York Times. Por sua vez, Romero, com quem Luciana toca nos EUA, é um carioca radicado em Nova York considerado um guitarrista completo pela crítica de diversos países que já gravou mais de 600 discos, além de trilhas publicitárias e cinematográficas. Com formação em violão clássico, já tocou com nomes como Wynton Marsalis e Diana Krall.

Entre o show de Ravi Coltrane e Robben Ford, a Dixie Square Jazz Band, que serviu muitas vezes, durante os shows noturnos, de um agradável tapa-atraso, subiu ao palco e pela primeira vez se tornou protagonista. Vista durante todo o festival pelas ruas da cidade tocando standards do gênero de New Orleans, lembrando com saudosismo da antiga tradição de street bands no sul dos Estados Unidos através de uma roupagem formal, não fez feio: a animação dos músicos paulistas, já bem conhecida pelo público, contagiou a todos.



A Dixie tem uma trajetória notável: faz parte, há três anos, do cast do Bourbon Street e já abriu shows para B.B. King e Ray Charles. Embora foque instrumentos de sopro, o wash board do líder Marco Vital, que se destaca entre músicos jovens, é uma grande atração e contém até mesmo uma buzina e um simpático cachorro que produz sons ao ser apertado. Para interagir com o público, o grupo conta piadas e é capaz de imitar a buzina do Titanic, provocando muitas risadas. Além disso, também pode tocar clássicos românticos que são dedicados a alguma garota na platéia.

Logo depois, foi a vez do show do guitarrista e vocalista californiano Robben Ford, influenciado por Aretha Franklin, Ottis Redding e pelas guitarras de Mike Bloomfield, Eric Clapton e B.B. King e que foi descoberto pelo gaitista Charlie Musselwhite, que se apresentou na última edição do festival. Ex-Yellowjackets, em 1986 saiu em turnê com Miles Davis.

Reconhecido por atravessar gêneros tendo como base o blues, Ford retornou ao gênero em 1992 e, desde Handful of Blues, de 1995, também executa vocais. Anunciando seu novo CD, Truth, Ford executou "Nobody´s fault but mine", de Ottis Reading, além de músicas como "Too much", dedicada a seu sobrinho. No bis, a gingada "Supernatural", faixa título de um de seus CDS.



No domingo ainda houveram novas apresentações de Dom Salvador e Robben Ford. A conclusão é que o evento soube dosar na medida certa modernidade e tradição. Trouxe o novo, mas sem esquecer do antigo que é, enfim, sua base. Descontando os atrasos, principalmente na abertura e na primeira noite, a organização foi eficiente e os três palcos foram bem escolhidos, apesar dos locais dos shows vespertinos já estarem ficando pequenos para o grande público e alguns shows não terem combinado com o extenso palco noturno.

Vale destacar que é impressionante como um espetáculo, que em 2005 acontecia somente no verão e reunia um público em torno de 400 pessoas, cresceu tanto em apenas cinco edições. A estimativa é que, no sábado, cerca de 10 mil pessoas conferiram os shows noturnos. Mas o estranhamento é entendido se olharmos a cidade que está por trás do evento: com apenas 15 anos de idade, Rio das Ostras recebe, desde 1986, por meio de uma lei federal, royalties por ser um município produtor de petróleo. São cerca de 900 cidades que nos últimos oito anos ganharam 15 bilhões extras pagos majoritariamente pela Petrobrás. Rio das Ostras cresceu 1200% desde 1993 e sua receita atingiu R$ 400 milhões de reais no ano passado.

Como essa receita não irá durar para sempre e a prefeitura já deixou de receber milhões, a cidade quer acelerar seu crescimento e consolidar um turismo qualificado. Por isso, o festival tem grande papel e é valorizado. Inspirado no festival de jazz de Ceará, apesar da proximidade do da vizinha Búzios, seu orçamento, de cerca de R$ 700 mil, financiado apenas pela prefeitura, se manteve em todas as edições e ultrapassa R$ 1 milhão com os gastos da cidade com estrutura, em itens como segurança e transporte, durante o feriado. O crescimento também traz algumas armadilhas: surgem parcerias que são rechaçadas, pois o principal objetivo é manter a ligação do festival à cidade e o caráter popular dos shows.

Se o município conseguir arranjar parcerias que não deturpem o evento, mas ajudem a mantê-lo quando os recursos acabarem, esse objetivo será certamente atingido. A possibilidade de serem organizados shows menores durante o ano seria uma forma de manter o turismo aquecido e, conseqüentemente, firmar a tradição de eventos de jazz e blues na cidade. Aguardamos os resultados.


Marília Almeida
São Paulo, 19/6/2007

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