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Terça-feira, 27/2/2024
Garganta profunda_Dusty Springfield
Renato Alessandro dos Santos
+ de 6700 Acessos

Dusty Springfield não tem seu nome facilmente reconhecido por todo mundo que gosta de música, como eu e você. Minha sorte foi ter lido a crítica sobre os álbuns Dusty in Memphis (1969) e A girl called Dusty (1964) no 1001 discos para ouvir antes de morrer, livro que, além de edulcorar a estante de CDs e discos de vinil, como entrega o título, traz essas mil + 1 sugestões admiráveis do que vale a pena ouvir por aí.

Dusty brigou com meio mundo por causa de Dusty in Memphis, seu debute.

O processo de produção de um disco não é uma junção de elementos reunidos à toa, ou à base de sorte, pois um produtor musical de talento sabe os botões que tem de apertar.

Dusty Springfield brigou com esse cara, com o cara dos arranjos, com o engenheiro de som, com o porteiro, com o faxineiro, com a loira do banheiro, com Deus, com o mundo.

Uma artista que tem consciência do que é capaz de fazer e que, por isso, não arreda o pé, não é, diz, uma pessoa para se respeitar?

Deu no que deu: os bons companheiros Dusty in Memphis e A girl called Dusty, como já sabe, foram parar no meio dos 1001 discos e, por isso, estamos aqui, eu e você, na peleja com este texto.

Vamos ignorar os discos dela dos anos 1980 em diante, porque, mais do que um trabalho de maturidade, o que há ali são algumas moedinhas jogadas à toa numa fonte que, longe dos bons tempos da juventude, parece ter secado.

Melhor lembrar da Dusty Springfield dos anos 1960, quando ela fazia de sua música um convite para ouvi-la cantar, enquanto, na cabeça de quem a ouvia, um carrossel ia rodopiando, rodopiando...



Difícil não incluir algumas contas de vidro dessa intérprete de soul, rock e pop no dia a dia, como “Son of a preacher man” (talvez sua canção mais conhecida), “Mockinbird”, “I only want to be with you”, “He’s got something”, “What do you do when you love”, “Don’t forget about me”, “Breakfast in bed” e, finalmente, a comovente “Goin’ back” (de Gerry Goffin e Carole King, de 1966) ― que, na interpretação de Dusty, faz tremer o chão onde rolam, tristes, seus fãs; é uma canção que fala sobre olhar para trás com o arrependimento que, decerto, toma conta desse cérebro onde relâmpagos cintilam acima dos ombros seus, leitora ou leitor.

Pena descobrir que Dusty Springfield não conseguiu fazer o câncer de mama beijar a lona, derrotado. Era dois de março de 1999. A Morte só podia estar de brincadeira...

Certo é que Dusty é dona de uma dessas vozes que enchem a sala toda, como cabe a uma garota de talento. Tomara que o tempo dê o lugar que ela merece na Quadrilha das Gargantas Profundas, esse clube fechado onde vozes de veludo farpado como Etta James, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin e Amy Whinehouse fazem a festa.

Lembre-se: quando sua memória retornar aos 1960, procure por esta garota chamada Dusty e grife o nome dela: Dusty Springfield.

Nota do Autor
Texto originalmente publicado no livro Lado B: música, literatura & discos de vinil (2020).


Renato Alessandro dos Santos
Batatais, 27/2/2024

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